☰
✕

Homem leva mata-leão após xingamento homofóbico em SC

Publicado em 17/10/2021, às 20h09
Reprodução -

Folhapress

Um grupo de amigos LGBTQIA+ de Brasília foi alvo de um ataque homofóbico enquanto tirava fotos, no Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Um homem passou e começou a ofendê-los: "sai da frente, viadinho".

LEIA TAMBÉM

O influenciador digital, Gabriel Nunes, 25 anos - que é homossexual - que estava nesse grupo de turistas, temendo que a sua amiga fosse agredida fisicamente partiu para cima do homem e lhe deu um "mata-leão". Eles se atracaram até que Nunes o soltou. O caso aconteceu na segunda-feira (11) e parte da confusão foi registrada em vídeo.

As vítimas contaram que não encontraram policiais militares no local. E decidiram não prestar queixa na delegacia.

O grupo de amigos estava numa excursão que saiu no dia 08 (segunda-feira) de Brasília com destino à Santa Catarina. A viagem fazia parte da comemoração da artista drag Pikineia. No penúltimo dia de viagem se deu o ataque homofóbico.

Pikineia estava tirando fotos da amiga trans Thamy quando um homem apareceu e disse: "De repente eu escuto uma voz dizendo bem assim: sai da frente viadinho, se não eu vou te dar um chute na bunda para você parar na lua", disse a drag. "Eu me assustei e me afastei".

Um amigo ainda tentou conversar com o agressor. Pikineia pediu para ele não dar atenção para o agressor, que saiu andando e ofendendo outras pessoas que estavam no local.

Foi o momento em que ele passou por Nunes e disse: "sai da frente gordo viado". O influenciador vi que o homem foi em direção à drag. "Falei para sair de lá, mas ele continuou e ficou xingando a agente. Fiquei com receio que ele pudesse agredir a Pikineia me aproximei dele", disse.

Os dois se atracaram e Nunes segurou o agressor e lhe deu um "mata-leão". O homem pediu para que o soltasse. Ele caiu no chão e saiu correndo. Mesmo assim continuou ofendendo que estava na frente dele. "Ele saiu falando que iria chamar os amigos e voltar", afirmou o influenciador.

Mexeu com um rapaz e tomou um soco na cara. Caiu no chão novamente e saiu correndo. Levantou e correu. Não foi visto mais.

O grupo voltou para o hotel e desistiu de sair naquela noite. No dia seguinte voltaram para Brasília. "Foi horrível. Muito horrível. Nunca me envolvi em briga ou fui vítima de homofobia", disse Nunes. "Mas o meu celular não para. Pessoas estão mandando mensagem, parabenizando pela minha atitude".

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Após alerta do FBI, Polícia Federal prende em Fortaleza homem investigado por estupro de vulnerável Renato Cariani nega relação com tráfico de drogas após pedido de condenação do Ministério Público Polícia de SP investiga venda de dados de mortos a funerárias Onde comprar e quanto custa o "vestido que pula" que viralizou nas redes