Homem que matou brasileira na Nicarágua é condenado a 15 anos de prisão

Publicado em 13/12/2018, às 14h50
A estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima, que cursava medicina na Universidade Americana (UAM), em Manágua, na Nicarágua | Reprodução/Facebook -

VEJA.com

A Justiça da Nicarágua condenou a 15 anos de prisão o ex-militar e vigilante particular Pierson Adam Gutierrez Solis, que confessou ter matado a estudante de medicina brasileira Raynéia Gabrielle Lima Rocha, de 30 anos, em julho.

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A jovem foi atingida enquanto dirigia perto da universidade onde estudava em Manágua, capital nicaraguense. A Nicarágua enfrenta clima de tensão devido aos conflitos políticos intensos que geram protestos diários. Gutierrez Solis foi condenado por homicídio, porte e posse ilegal de arma e pagamento de multas.

Segundo o jornal local El Diario Nuevo, durante o julgamento o vigilante admitiu ter matado Raynéia. Ele, porém, afirmou que considerou o comportamento da brasileira suspeito e se sentiu ameaçado.

Gutierrez argumentou que atirou contra a mulher por prevenção, pois ela dirigia em alta velocidade. Segundo os amigos, a brasileira retornava do hospital no qual fazia residência médica, era tarde da noite e seguia para casa.

Mesmo após ter o carro atingido, a brasileira seguiu dirigindo por uma distância de 104 metros, parando no lado direito da estrada. Ela saiu do carro e sentou-se na calçada, sangrando.

Ela morreu no hospital e seu corpo foi enviado para o Instituto de Medicina-Legal. A conclusão é que ela morreu de hemorragia interna.

A versão dada por Solis foi considerada inverossímil e fantasiosa pela imprensa do país. Raynéia era estudante do sexto ano do curso de Medicina da Universidade Americana (UAM), em Manágua.

Logo após sua morte, o reitor da instituição de ensino e organizações de direitos humanos do país atribuíram o assassinato a paramilitares favoráveis ao governo. As autoridades nicaraguenses negam a versão.

Recomendações
Desde o início da crise no país, o Ministério das Relações Exteriores orienta brasileiros a não viajar à Nicarágua. Se a viagem for inevitável, o Itamaraty faz algumas recomendações como evitar participar de manifestações, evitar deslocamentos desnecessários e viajar pelo interior do país e carregar sempre uma cópia do passaporte atualizado ou de um documento de identificação.

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