Hospital erra e dá antídoto para picada de cobra a 11 bebês ao invés de vacina

Publicado em 16/07/2025, às 08h58
- Divulgação

g1

Onze recém-nascidos receberam antídoto para picada de cobra no lugar da vacina de hepatite B no Hospital Santa Cruz de Canoinhas, uma das maiores cidades no Norte de Santa Catarina. Os bebês não apresentaram reações e seguem sendo acompanhados pelo município.

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Os casos ocorrem entre quarta (9) e sexta-feira (11) e a situação foi confirmada pelo município e a unidade de saúde nesta terça-feira (15). Em nota, o hospital, que é filantrópico e tem convênio com o município, afirmou que apura o caso por meio de uma sindicância interna.

"Reforçamos que, nenhuma reação adversa foi identificada nos recém-nascidos, os quais não estão internados, permanecem estáveis e sob acompanhamento, estando todas a famílias sendo acompanhadas por nossa equipe que está seguindo todos os protocolos de segurança dos pacientes", disse o hospital.

Os bebês receberam a aplicação inadequada de um medicamento chamado de imunoglobulina heteróloga, conhecido também como soro antibotrópico. A substância é usada, contra picada de jararaca, informou o município.

Diretora do hospital, Karin Adur afirmou ao g1 que os rótulos das duas medicações são do mesmo laboratório e, por isso, o soro teria sido colocado no lugar errado. A profissional destacou ainda que a dose aplicada nos bebês foi muito pequena, de 0,5 ml, que representa risco muito pequeno aos bebês.

Ainda conforme Karin, a dose para uma pessoa que recebe uma picada de cobra e precisa do soro é de 30 ml.

"O risco de ter complicação é muito pequeno. A dose [que foi aplicada] é muito pequena. O importante é frisar que as crianças não correm nenhum risco", disse.
A Secretaria de Saúde de Canoinhas informou ainda que foi comunicada do caso na segunda (14) pela Regional de Saúde de Mafra, na mesma região, e que as famílias dos bebês foram avisadas. Agora, os recém-nascidos serão acompanhados pela equipe da Vigilância Epidemiológica.

Após o caso ser divulgado, a prefeita Juliana Maciel afirmou que parte dos atendimentos do Hospital são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o município repassa cerca de R$ 1 milhão ao mês para custear os atendimentos. A gestora disse que pretende contratar uma auditoria para apurar o caso.

O que disse o Hospital

O Hospital Santa Cruz de Canoinhas informa que identificou, no dia 11 de julho de 2025, uma ocorrência envolvendo a administração de medicamento em sua unidade de maternidade, a qual está sendo devidamente apurada por meio de sindicância interna.

Desde o primeiro momento, o Hospital adotou todas as medidas de assistência e acolhimento às famílias e aos recém-nascidos envolvidos, que vêm e serão monitorados de forma contínua por nossa equipe multidisciplinar.

Reforçamos que, nenhuma reação adversa foi identificada nos recém-nascidos, os quais não estão internados, permanecem estáveis e sob acompanhamento, estando todas a famílias sendo acompanhadas por nossa equipe que está seguindo todos os protocolos de segurança dos pacientes.

O Hospital reafirma seu compromisso com a transparência, com a ética profissional e, sobretudo, com a segurança e bem-estar de seus pacientes e da comunidade, adotando todas as providências cabíveis para o total esclarecimento do ocorrido.

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