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Pessoas idosas que permanecem acamadas ou passam longos períodos na mesma posição precisam de atenção especial com a pele. A pressão contínua sobre determinadas regiões do corpo pode comprometer a circulação sanguínea e favorecer o surgimento das chamadas lesões por pressão, conhecidas popularmente como escaras.
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O problema pode começar com uma simples alteração na pele, como uma área avermelhada que não desaparece após a retirada da pressão. Por isso, a observação diária e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para reduzir o risco de feridas, infecções e outras complicações.
Segundo Renata Almeida, enfermeira da Revita Cuidados, a identificação precoce dos sinais é essencial para prevenir o agravamento das lesões.
“Uma ferida pode começar com uma simples alteração na pele. Por isso, é importante que o cuidador observe diariamente as regiões de maior pressão, como calcanhares, quadris, tornozelos, cotovelos e a região do sacro. Identificar essas mudanças precocemente permite buscar orientação profissional e iniciar os cuidados necessários”, explica Renata.
Entre as principais medidas preventivas está a mudança regular de posição, de acordo com as necessidades de cada pessoa, para aliviar a pressão sobre as áreas mais vulneráveis. O uso de travesseiros e outros dispositivos adequados também pode ajudar a distribuir o peso corporal e proteger regiões de maior risco.
Para Fabrícia Soares, enfermeira da Revita Cuidados, os cuidados com a pele e a mobilização devem fazer parte da rotina de assistência.
“A prevenção não depende de uma única medida. É preciso associar o alívio da pressão, os cuidados com a pele, a alimentação adequada e a mobilização sempre que possível. Manter a pele limpa, seca e hidratada, com produtos apropriados, também ajuda a reduzir os fatores de risco. A orientação profissional é indispensável para que familiares e cuidadores saibam como agir com segurança”, destaca Fabrícia.
A umidade excessiva, especialmente em casos de incontinência urinária ou fecal, pode aumentar a vulnerabilidade da pele. Por isso, a inspeção diária permite identificar vermelhidão persistente, alterações de temperatura, dor ou mudanças na textura da região.
Sempre que possível, a mobilização deve ser incentivada de acordo com a condição clínica e a capacidade funcional do idoso. Para pessoas que não conseguem se movimentar sozinhas, o cuidador deve receber orientação sobre como realizar mudanças de posição e transferências sem provocar atrito ou lesões na pele.
As enfermeiras alertam ainda que áreas avermelhadas persistentes, bolhas, feridas ou mudanças na coloração da pele precisam ser avaliadas por um profissional de saúde. Não é recomendado massagear regiões avermelhadas ou com suspeita de lesão por pressão, nem utilizar receitas caseiras ou produtos sem orientação.
O acompanhamento da equipe de saúde contribui para identificar fatores de risco, orientar os cuidadores e estabelecer um plano de prevenção adequado a cada paciente. Com informação, observação diária e cuidados individualizados, é possível reduzir o risco de lesões e preservar o conforto, a segurança e a qualidade de vida da pessoa idosa.
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