TNH1 com TV Pajuçara
Imagens impressionantes feitas pelo repórter cinematográfico Ivan Amorim, da TV Pajuçara, nesta sexta-feira, 10, registraram o avanço de uma voçoroca em direção à avenida Teotônio Brandão Vilela, em Rio Largo, região Metropolitana de Maceió.
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O Pajudrone mostrou no Fique Alerta a enorme cratera que margeia a pista e tem ameaçado residências, especialmente no conjunto Tavares Granja, na Mata do Rolo.
Em entrevista à Rádio Pajuçara FM, o coordenador-geral da Defesa Civil, coronel Moisés Melo, afirmou que já foi solicitada a situação de emergência na região e que técnicos do órgão estão analisando o caso com a Prefeitura de Rio Largo.
"Já foi decretada situação de emergência do município. Tivemos contato ontem com o pessoal do Ministério dos Transportes pedindo agilidade nesses procedimentos. Temos uma rodovia local, que há possibilidade de ser interditada. Estamos com nossos técnicos se deslocando para lá e apoiando a prefeitura".
"A inclinação ali tem em torno de 90 graus, requer cuidado. Temos que ter uma margem de segurança nas encostas de 45º, que é uma margem considerável, segura. Os estudos estão sendo feitos para, em parceria com o município, orientá-lo para que possa tomar as medidas de prevenção e precaução para que evite um mal maior e que nenhuma vida possa ser tragada por essa cratera", complementou o coordenador.
A preocupação aumenta também com a proximidade do início da quadra de chuvas em Alagoas.
Quadra chuvosa 2026
A Defesa Civil Estadual reuniu, nessa quinta-feira, 9, agentes municipais, autoridades de segurança e a imprensa para detalhar o Plano de Acionamento Interinstitucional e o Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil de Alagoas para a quadra chuvosa 2026.
A previsão é que a quadra chuvosa de 2026 se inicie a partir do dia 15 de abril. Para sua elaboração, participam todos os centros de meteorologia do Nordeste, apontando um indicativo do volume esperado para o período chuvoso.
“Os resultados observados indicam que teremos chuvas mais volumosas na primeira metade do período úmido. Já para o final do quadrimestre, com a entrada de outro fenômeno, há uma tendência de redução das precipitações. Portanto, podemos dividir o período úmido em dois cenários distintos: o primeiro, mais preocupante em relação a eventos extremos de chuva; e o segundo, também preocupante, pois o volume acumulado pode não ser suficiente para o pós-período úmido”, pontua o superintendente de Prevenção em Desastres Naturais da Semarh, Vinicius Pinho.
Ainda de acordo com Vinicius, isso indica que a quadra chuvosa de 2026 será composta de um cenário de cheias até a metade do ano e um de estiagem ao final dele, o que exige preparação para ambas as situações.
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