Impeachment: Comissão volta à ativa nesta terça

Publicado em 02/08/2016, às 07h34

Redação

Com o fim do recesso branco, a Comissão Especial do Senado Federal que analisa o processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, será retomada nesta terça-feira (2) com a leitura do relatório final do processo.

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O documento será apresentado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator da Comissão Especial do Impeachment. No relatório, o tucano dirá se a denúncia por crime de responsabilidade contra Dilma é procedente ou não e se ela deve ser levada a julgamento final.

O cronograma da Comissão prevê que a discussão do parecer seja feita na quarta-feira (3) e a votação na quinta-feira (4). Se for aprovada a denúncia de crime de responsabilidade, o texto seguirá para o plenário do Senado, onde deverá ser lido na sexta-feira (5) e votado no dia 9 de agosto em sessão presidida pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski.

Na votação, é necessária maioria simples de votos para que o processo prossiga para sua última etapa. O julgamento do impeachment, que decidirá se Dilma será ou não afastada definitivamente, deve acontecer no fim de agosto. De acordo com o STF, o julgamento final começará no dia 29 de agosto e tem previsão para durar uma semana.

O senador e ex-ministro do Planejamento do governo Temer, Romero Jucá (PMDB-RR), defendeu em discurso na tribuna do Senado nesta segunda-feira (1º) que o processo de impeachment de Dilma não se estenda para o mês de setembro. O peemedebista afirma que com o parecer do relator votado em plenário já no dia 9 de agosto não haverá razões para esperar mais 20 dias para dar início ao julgamento.

— Não dá mais para estender essa agonia para além de agosto. Não há porque levar essa questão para setembro, o Brasil todo espera por uma solução definitiva.

Com a leitura do relatório de Anastasia, os partidos que apoiam a presidente afastada devem apresentar voto em separado em defesa do mandato da petista. O instrumento é apresentado quando algum parlamentar não concorda com o conteúdo do relatório oficial.

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