Inadimplência volta a crescer e atinge 70,5 milhões de brasileiros, diz Serasa

Publicado em 05/04/2023, às 21h15
Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press -

Correio Braziliense

O segundo mês do ano voltou a registrar um aumento de pessoas com o nome negativado no Brasil. De acordo com o levantamento Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, o país registrou 433 mil novos inadimplentes em fevereiro deste ano. Com o resultado, o serviço estima que já há 70,5 milhões de brasileiros nessa situação em todo o território nacional.

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O cartão de crédito continua a ser a modalidade com o maior número de negativados, com 31,6% das dívidas. Seguem na lista, as contas básicas, com uma parcela de 21,7% do total, além do varejo, com 11,2%. Na comparação com fevereiro de 2022, as contas com bancos e cartões somaram aumento de 3%, enquanto que os outros dois segmentos apresentaram queda.

Com 52,69% da população adulta negativada, o Rio de Janeiro é o estado mais inadimplente do país. Em fevereiro do ano passado, os fluminenses estavam na terceira colocação. Completam o top 3 de estados mais endividados, o Amazonas, com 52,67%; e o Amapá, com 52,41%. O Distrito Federal, que há um ano era o segundo colocado, hoje aparece na quarta colocação, com 51%.

Top 10 estados mais inadimplentes - Fev/2023

1. Rio de Janeiro 52,69%
2. Amazonas 52,67%
3. Amapá 52,41%
4. Distrito Federal 51,00%
5. Mato Grosso 50,43%
6. Mato Grosso do Sul 47,83%
7. Roraima 47,52%
8. Tocantins 45,49%
9. Acre 45,07%
10. São Paulo 44,87%

Fonte: Serasa

Desemprego

Segundo o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, um dos indicadores que contribuem para o crescimento da inadimplência nas regiões do país é o alto desemprego. “Alguns estados que possuem grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal, também figuram nas primeiras posições do ranking, devido à falta de oportunidade e recolocação no mercado de trabalho”, avalia.

Se forem somadas, o valor de todas as dívidas dos brasileiros adultos ultrapassou a quantia de R$ 326 bilhões em fevereiro, o que representa um crescimento de 24% na comparação com o mesmo mês do ano anterior (R$ 263 bilhões). No levantamento mais recente, o valor médio das dívidas de cada negativado passou a ser de R$ 4.631,78. No Distrito Federal, em Santa Catarina e em São Paulo, o valor médio alcançou R$ 7.071,26, R$ 6.489,30 e R$ 5.343,33, respectivamente — os três maiores valores da série.

“A inflação e os juros altos são os principais fatores que explicam o atual cenário, além da sazonalidade desfavorável de fevereiro, que vem acompanhado de despesas típicas de início de ano, como IPVA, IPTU, reajuste das mensalidades e outros”, aponta Luiz Rabi.

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