Redação EdiCase
A perda involuntária de urina, conhecida como incontinência urinária, é um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo mais comum entre as mulheres. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) indicam que cerca de 45% das mulheres e 15% dos homens com mais de 40 anos convivem com algum grau do problema.
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Em muitos casos, a incontinência urinária está associada a fases e mudanças naturais da vida feminina, como gravidez, parto, menopausa e alterações hormonais, que podem enfraquecer a musculatura responsável pelo controle da urina. Segundo Rogério Andrade, médico da área de ginecologia do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, a doença pode comprometer o bem-estar físico, emocional e social das pacientes, mas não deve ser encarada como algo inevitável.
“A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária de urina e pode afetar a qualidade de vida, a higiene e a autoestima. Embora seja comum, especialmente entre mulheres, ela não deve ser considerada normal ou inevitável”, explica.
O especialista destaca que o problema pode ter diversas causas, que vão desde fraqueza da musculatura pélvica até alterações na bexiga ou condições neurológicas. Na maioria dos casos, há formas de tratamento capazes de reduzir significativamente os sintomas ou até mesmo curar o problema.
Apesar de ser uma condição comum e tratável, muitas mulheres ainda sentem vergonha de falar sobre a incontinência urinária. Esse tabu pode fazer com que o problema seja escondido por anos, atrasando o diagnóstico e o tratamento. Para Rogério Andrade, quebrar esse silêncio é essencial para melhorar a qualidade de vida das pacientes.
“Muitas mulheres acreditam que o escape de urina faz parte do envelhecimento ou das mudanças do corpo ao longo da vida, mas isso não é verdade. A incontinência tem tratamento e não deve ser normalizada”, afirma. Por isso, ao perceber sintomas persistentes, o ideal é procurar avaliação médica. Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores são as chances de controle e recuperação.
Embora possa ocorrer em ambos os sexos, a incontinência urinária tende a afetar mais as mulheres devido a fatores anatômicos e hormonais. Alterações que ocorrem ao longo da vida — como gravidez, parto e menopausa — podem impactar diretamente a musculatura do assoalho pélvico, responsável por sustentar órgãos como a bexiga e o útero.
Quando essa musculatura se enfraquece, o controle da urina pode ser comprometido, favorecendo episódios de escape. Entre as causas mais frequentes da incontinência, destacam-se:
Existem diferentes tipos de incontinência urinária. “Identificar qual deles está ocorrendo é fundamental para direcionar o tratamento correto. Por isso, a avaliação médica é sempre importante quando os sintomas aparecem”, reforça Rogério Andrade.
Os principais tipos de incontinência urinária são:
Embora pequenos escapes ocasionais possam ocorrer em algumas situações, há sinais que indicam a necessidade de procurar um profissional de saúde. Entre os principais alertas, estão:
De acordo com o ginecologista, quando os episódios passam a interferir na rotina ou na qualidade de vida, é fundamental buscar orientação médica. “Quando a perda de urina deixa de ser pontual e passa a acontecer com frequência, é importante investigar. Em alguns casos, o sintoma pode estar associado a outras condições, como infecções urinárias ou alterações na função da bexiga”, explica.
A incontinência urinária pode ser tratada e, em muitos casos, apresentar melhora significativa ou até cura. O tratamento depende da causa e do tipo de incontinência, podendo envolver mudanças de hábitos, terapias específicas ou intervenções médicas. Entre as principais estratégias, estão:
“A incontinência urinária não é uma consequência inevitável do envelhecimento. Com diagnóstico e tratamento adequados, muitas mulheres conseguem melhorar significativamente os sintomas ou até resolver o problema”, destaca Rogério Andrade.
Por Nayara Campos
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