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Indústria de cinema vai se autodestruir, diz CEO da Netflix

Publicado em 08/10/2016, às 08h22

Redação

A indústria do cinema está estrangulando o próprio setor, enquanto tenta se proteger do futuro do mercado de entretenimento e o progresso (sem volta) do streaming.

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Ao menos é nisso que acredita Reed Hastings, CEO da Netflix, segundo entrevista concedida por ele ao jornal The Wall Street Journal nesta semana.

Para ele, é absurdo que gigantes do negócio de cinema tenham se recusado a exibir filmes originais da Netflix nas mesmas datas de estreia das obras do serviço de streaming mais popular do mundo.

Com a mesma finalidade, a companhia fechou, então, um acordo recente com a companhia de teatro de luxo iPic Entertainment.

Por meio da parceria, dez filmes exclusivos da empresa serão exibidos ali, assim que estiverem disponíveis online em 2017 – uma parte pequena do que a Netflix promete lançar no próximo ano.

Apesar de boa para ambas as partes, a notícia deixa claro quão em desalinho estão os interesses – e relações – da companhia de streaming com a indústria de cinema.

Para Hastings, o não acordo mostra o quanto as grandes redes querem quebrar o oligopólio dos cinemas e streaming, mas não sabem como fazer isso, apesar da resistência a uma união com os rivais.

“Se eles conspiram para enfrentar os rivais, isso é anti-trust, mas se eles seguirem sozinhos, os filmes exibidos por ele estarão mortos”, disse ele. “É uma má dinâmica”.

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