Infectologista alagoano destaca importância da 3ª dose: 'É emergencial'

Publicado em 25/09/2021, às 08h25
Reprodução/TV Pajuçara -

TNH1 com TV Pajuçara

O infectologista Fernando Maia concedeu entrevista ao programa Cidade Alerta Alagoas, da TV Pajuçara, nessa sexta (24), e destacou a importância da vacinação contra a Covid-19 com a terceira dose, para evitar novas mortes e seguir com a redução da circulação do vírus. A dose de reforço, a 'D3', é distribuída atualmente para pessoas com 70 anos ou mais, que tenham completado seis meses da segunda dose, e para imunossuprimidos, com pelo menos 28 dias após terem tomado a 2ª dose.

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Maia explicou que, nesse primeiro momento, a terceira dose é oferecida para os dois grupos porque estudos mostraram que eles tendem a ter uma resposta menor à vacina do que as pessoas mais jovens e sem comorbidades. Além disso, o médico reforçou que toda a população deve receber a aplicação, porém em outra fase do calendário vacinal.

"Os estudos têm mostrado que alguns meses após a vacinação com duas doses a imunidade tende a cair, e por isso a necessidade de se reforçar a imunidade desse público, para que se mantenha o nível de proteção e se evite as mortes, que acontecem principalmente entre idosos [...] Pacientes portadores do HIV, transplantados, que fazem uso de droga imunossupressora... todos esses são exemplos de pessoas que têm imunidade diminuída e também devem tomar a terceira dose para reforçar a imunidade", afirmou.

"Provavelmente todos nós vamos tomar doses de reforço nos anos seguintes. Tudo indica que teremos que tomar doses de reforço anuais, como tomamos para a gripe, também deveremos tomar para a Covid. Essa terceira dose é emergencial pela situação da pandemia, para controlar a circulação do vírus entre idosos, mas provavelmente nos próximos anos todos nós vamos tomar para manter a imunidade geral", continuou.

O infectologista destacou também que a taxa de transmissibilidade, ou de infecção, representada pela sigla Rt, atingiu um dos menores números já registrados no estado. Divulgada ontem, a taxa está em 0,66 em Alagoas, enquanto o Brasil, em 1,15. Maia contou que os números refletem o avanço da vacinação e que é preciso atingir todo o público para acabar de vez com o estado de pandemia.

"Ainda estamos em pandemia, é importante dizer isso, mas a taxa de replicação viral baixou bastante, acho que há muitos meses não tínhamos uma taxa tão baixa, e o principal efeito dela é a vacinação, que tem avançado bem, embora a gente saiba de pessoas que se recusam a tomar vacina ou tomaram a primeira dose e não tomaram a segunda. É muito importante lembrar que a proteção completa que a vacina pode dar só acontece com as duas doses, com exceção da Janssen, que é dose única, mas todas as outras a imunidade só se completa com as duas doses".

Sobre as dúvidas da população em relação à vacinação com imunizantes de marcas diferentes, o médico disse que não há problema no procedimento e que especialistas já confirmaram a mesma resposta com as aplicações.

"Estudos mostram que não há diferença. Pessoas que tomaram, por exemplo, a primeira dose de AstraZeneca e a segunda de Pfizer, ou ao contrário, os estudos têm mostrado que a resposta vacinal é igual. Há estudos que mostram que quando você mistura as vacinas, a resposta é um pouquinho melhor do que quem toma uma vacina só. Por isso a recomendação atual do Ministério da Saúde é de que quem tomou CoronaVac vai tomar Pfizer, por exemplo. Então não tenha medo, mesmo que você vá tomar a mesma vacina ou outra, a resposta é garantida, tanto em uma situação quanto na outra".

"Quem não tomou a sua vacina, por favor, tome as duas doses, porque você completa a imunidade. Quem tomou [as duas] há mais de seis meses e faz parte dos grupos prioritários agora vai tomar a terceira dose, para manter a imunidade um pouquinho melhor e para a gente poder sair finalmente desse estado de pandemia que estamos vivendo", pediu.

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