Inflação sobe 0,45% em outubro, puxada por alta de alimentos

Publicado em 07/11/2018, às 21h30
Alimentos | Reinaldo Canato/VEJA -

VEJA.com

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,45% em outubro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi pressionada pelo aumento de preços de alimentos e transportes.

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É a maior taxa para o mês desde 2015, quando foi registrado aumento de 0,82%. O resultado mostra que o indicador ficou abaixo do índice de setembro, que foi de 0,48%.

No acumulado do ano, o aumento foi de 3,81%, maior do que o registrado em igual período do ano passado (2,21%). Nos últimos doze meses, o IPCA acumula alta de 4,56%.

Os preços do grupo de Alimentação e bebidas aceleraram de 0,10% em setembro para 0,59% em outubro. O grupo Transportes desacelerou de 1,69% para 0,92% – ainda assim, os dois correspondem a 43% das despesas das famílias e contribuíram com cerca de 70% do IPCA do mês de outubro.

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Em setembro, Transportes foi o grupo que exerceu o maior impacto na inflação, com alta de 16,81% nas passagens aéreas. Já em outubro, o aumento de preços foi de 7,49%, uma desaceleração.

De setembro para outubro, os combustíveis também sofreram redução de preço: etanol (de 5,42% para 4,07%), diesel (de 6,91% para 2,45%), gasolina (de 3,94% para 2,18%) e gás veicular (de 0,85% para 0,06%).

O grupo de Alimentos e bebidas foi impulsionado pelo preço do tomate (51,27%), da batata-inglesa (13,67%), do frango inteiro (1,95%) e das carnes (0,57%). Entre as quedas, destacaram-se a farinha de mandioca (-4,69%), o leite longa vida (-2,60%), os ovos (-1,12%) e o café moído (-0,94%).

No grupo Habitação (0,14%), o IBGE identificou uma alta no preço da energia elétrica, que registrou 0,21% em outubro. Segundo o órgão, parte da alta se deu em razão do reajuste de 15,23% promovida pelas concessionárias de energia de São Paulo.

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