Internet brasileira melhorou mas segue abaixo da média global, diz estudo

Publicado em 14/03/2017, às 10h47

Redação

Mesmo com avanços consideráveis, a velocidade das conexões de internet no Brasil seguem abaixo da média. É isso que indica o último estudo "State of the Internet", da Akamai, com dados referentes ao quarto semestre de 2016.

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Segundo o estudo, a internet brasileira teve, de outubro a dezembro de 2016, uma média de velocidade de 6,4 megabits por segundo (Mbps). Esse resultado representa uma melhoria de 16% com relação à média do trimestre anterior, e de 45% com relação ao mesmo período de 2015. Ainda assim, ele coloca o Brasil na 85ª posição no ranking mundial (no ano passado, estávamos em 88º) e abaixo da média mundial de 7 Mbps.

Apesar disso, o ritmo de melhoria das conexões brasileiras impressiona. Um indicador que evidencia isso é o de porcentagem de conexões acima de 4 Mbps. No último trimestre de 2016, 59% das conexões brasileiras superava essa velocidade média. Esse índice aumentou 13% em relação ao semestre anterior e 52% na comparação com o quarto trimestre de 2015.

Crescimento nas pontas

Por outro lado, o ritmo de adoção de redes mais rápidas cresceu drásticamente. O número de conexões acima de 10 Mpbs cresceu 55% em um trimestre e 452% em um ano, mas segue em 16% do total; nas conexões acima de 15 Mbps, o resultado foi semelhante: aumento de 74% em um trimestre e 537% em um ano, embora ainda apenas 5% das conexões do país superem essa média.

Considerando que apesar desse crescimento o Brasil continua abaixo da média, evidencia-se uma situação de desigualdade no acesso à internet no país. Essa situação se repetiu em praticamente todos os países da América Latina; entre os líderes do ranking mundial de conectividade, por outro lado, o aumento nas pontas foi consideravelmente menor, o que faz sentido - já há mais pessoas com acesso a conexões de alta velocidade.

Na América Latina, o Brasil ficou na quarta colocação, atrás de Chile, Uruguai e México. Esses três países tiveram médias de conexão de 8,6 Mbps, 8,3 Mbps e 7,6 Mbps respectivamente, e foram os únicos três países da região a ter conectividade acima da média.

Os líderes

Foram Coreia do Sul, Noruega e Suécia os três países com maior média de velocidade de conexão. Eles tiveram velocidades médias de 26,1 Mbps, 23,6 Mbps e 22,8 Mbps respectivamente. O curioso dessa situação é que a Coreia do Sul se manteve na liderança mesmo com uma queda de 2,4% em sua velocidade média na comparação com o quarto trimestre de 2015.

No total, a velocidade média das conexões do mundo cresceu 12% em relação ao trimestre anterior e 26% em relação ao memo período no ano anterior. Isso evidencia também que o ritmo de crescimento da velocidade da internet brasileira foi maior do que a média global.

Há, porém, um indicador no qual o Brasil ocupou o pódio: trata-se do número de endereços de IP únicos. O Brasil é o terceiro país com mais endereços de IP únicos, com mais de 47 milhões, atrás apenas de EUA e China. O fato de que o país têm tantas conexões mas segue abaixo da média global evidencia a necessidade de continuar investindo nesse setor.

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