Gestão do IPREV foi no mínimo imprudente ao investir no Master

Publicado em 11/08/2026, às 00h10

Flávio Gomes de Barros

Um fato relevante na ação conjunta do Tribunal de Contas da União e da Polícia Federal no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió: o Banco Master não fazia parte da lista de instituições financeiras recomendadas pelo Ministério da Previdência Social quando ocorreu o primeiro aporte, em dezembro de 2023.

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Significa dizer que o IPREV investiu recursos públicos num banco inapto a receber verbas de fundos previdenciários, o que contraria critérios de segurança e governança indispensáveis ao resguardo das aposentadorias dos servidores municipais.

Isso foi um dos motivos que justificaram a Operação Compliance 882, realizada nesta segunda-feira, 10, em Maceió, com autorização do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista fortes indícios dos crimes de gestão fraudulenta, desvio de verbas públicas, lavagem de capitais e organização criminosa.

A investigação constatou que os aportes violaram a Política Anual de Investimentos do IPREV, que fixava limite de 0% para ativos bancários privados em 2023 e de 5% em 2024, porém a autarquia chegou a concentrar cerca dee 20% de todo o seu patrimônio no Banco Master, apesar dos riscos de liquidação pelo Banco Central, que de fato ocorreu.

 

 

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