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O Irã intensificou ataques a países vizinhos, em mais um dia de guerra, atingindo refinarias em países do Golfo Pérsico. Duas refinarias de petróleo foram atingidas no Kuwait. Os incêndios simultâneos são controlados em Mina Al-Ahmadi e Mina Abdullah, segundo o serviço de bombeiros local.
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Na Arábia Saudita, uma refinaria de petróleo no Mar Vermelho também foi atingida. Segundo o Ministério da Defesa do país, um drone atacou a refinaria de Aranco Samref, no porto de Yanbu, e os "danos estão sendo monitorados".
Duas instalações de gás natural no Qatar também estão entre os alvos atacados pelo Irã hoje. Uma delas é a Ras Laffan Industrial City. Há "incêndios consideráveis" no local, de acordo com a Qatar Energy, responsável pelas refinarias.
Os ataques foram feitos em retaliação a bombardeios israelenses contra o maior campo de produção de gás natural do mundo, no Irã, ontem. O ataque ao complexo de South Pars, segundo fontes dos EUA, foi feito após concordância entre Israel e a Casa Branca para pressionar a abertura do Estreito de Hormuz. Trump, porém, afirmou ontem que o país "não sabia de nada" sobre o assunto.
Diante dos ataques, o preço do petróleo Brent do Mar do Norte, referência internacional do commodity, subiu para US$ 114 (equivalente a R$ 548). Ontem, ele fechou em US$ 107,38 (R$ 567).
Não há até o momento balanço sobre mortos ou feridos nos ataques de hoje. Nesta manhã, um ataque a uma área residencial do Irã deixou ao menos 12 mortos, segundo a agência de notícias local Tasmin.
Ataque a instalações de mísseis
Os Estados Unidos disseram ter atacado instalações de mísseis iranianas perto do Estreito de Hormuz ontem. Os americanos declararam ter usado múltiplas munições de penetração profunda que pesam mais de 2.268 quilos. Às 19h54, o Comando Central relatou ter feito o lançamento "há poucas horas" e que a ação foi empregada com "sucesso". O Irã ainda não se manifestou sobre a declaração.
Os alvos eram instalações de mísseis iranianas que, segundo os EUA, eram "fortificadas". As áreas ficam ao longo da costa do Irã e perto do Estreito de Hormuz.
O Comando Central afirmou que mísseis de cruzeiro antinavio iranianos nesses sítios representavam um "risco". Na avaliação dos norte-americanos, esses projéteis trariam riscos para o transporte marítimo internacional no estreito.
Um oficial americano disse que as munições usadas eram da espécie GBU-72 Advanced 5K Penetrator, segundo a CNN Internacional. Essa é uma bomba, conhecida como "antibunker" (por sua capacidade de destruir bunkers), que foi lançada por aeronaves dos EUA pela primeira vez em 2021.
Nessa quarta, o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central, fez uma declaração. Na ocasião, ele afirmou que os EUA "continuarão a reduzir rapidamente a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Hormuz e em seus arredores".
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