Janot entrega hoje delações ao STF

Publicado em 19/12/2016, às 11h53

Redação

Os depoimentos do acordo de delação da Odebrecht serão encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira. O conteúdo, que será analisado pelos ministros do STF, deve balançar o cenário político do Brasil, já que os delatores citam envolvimentos de figuras importantes do atual governo. 

Nessa sexta-feira, o Palácio do Planalto confirmou nesta quinta-feira ao jornal O Estado de S. Paulo que o presidente Michel Temer se encontrou em 2010 no seu escritório político em São Paulo com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acompanhado de um "empresário" que estava interessado em ajudar campanhas do PMDB.

A manifestação do governo foi em resposta a reportagens publicadas nos sites da revista Veja e do jornal Folha de S.Paulo, que afirmam que Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, relatou em delação premiada que Temer e Cunha pediram recursos para a campanha eleitoral daquele ano em troca de beneficiar a empreiteira em contratos com a Petrobras.

Preocupado com os efeitos das delações de ex-executivos da Odebrecht, Temer quer dar uma "cara nova" ao governo após a eleição para o comando da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2017. O plano imediato de Temer para enfrentar a crise sem fim e se manter no cargo é mexer na equipe alvejada por denúncias de corrupção, substituir ministros ineficientes em áreas sociais e investir em mais medidas para alavancar o crescimento.

A permanência do chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e do secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, é considerada incerta, apesar dos desmentidos oficiais. Temer, Padilha e Moreira foram citados na delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho. O nome do presidente também apareceu no depoimento de Márcio Faria, outro dirigente da construtora, à força-tarefa da Lava Jato.

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