Janot vai ao Espírito Santo para discutir paralisação de PMs com o governo

Publicado em 10/02/2017, às 15h59

Redação

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve chegar na manhã de sábado (11) a Vitória para discutir com o governo estadual, o Ministério Público Federal, a Justiça Federal e Estadual e com o Exército formas de encerrar a paralisação dos policiais militares. O Espírito Santo registra o sétimo dia sem patrulhamento da Polícia Militar nas ruas.

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Mais cedo, a cúpula da segurança pública anunciou o indiciamento de 703 policiais militares pelo crime militar de revolta. Se condenados, a pena é de 8 a 20 anos de detenção em presídio militar e a expulsão da corporação. Esses policiais tiveram o ponto cortado desde sábado (4) e não vão receber salário. O secretário de Segurança Pública, André Garcia, informou que eles foram indiciados por revolta por estarem armados e aquartelados nos batalhões.

O secretário ainda afirmou que o governo está identificando, por meio de imagens, as mulheres e os parentes dos policiais que estão participando das manifestações e bloqueiam a entrada dos quartéis para evitar a saída das viaturas. O objetivo é responsabilizar civilmente essas pessoas. A relação dos parentes que estão à frente do movimento será encaminhada para o Ministério Público Federal (MPF/ES).

“Essas pessoas vão pagar os custos da mobilização das tropas federais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O recado está dado para os familiares. Não vão sair isentos desse processo”, disse Garcia.

O MPF/ES instaurou ontem (9) procedimento para apurar a responsabilização financeira sobre os gastos da União para o envio de tropas ao estado, uma vez que a paralisação dos policiais militares já foi declarada ilegal pela Justiça Estadual.

Entre as medidas adotadas com a instauração do procedimento estão os envios de ofícios aos ministérios da Justiça e da Defesa para que informem o efetivo empregado e a estimativa inicial dos custos com envio de tropas federais ao Espírito Santo. Também foram enviados ofícios à Secretaria de Segurança Pública e à Promotoria de Justiça Militar para que prestem informações sobre as pessoas e lideranças responsáveis pelo movimento paredista, bem como a ocupação na frente dos quartéis. O prazo para envio da documentação é de 10 dias.

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