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Um hábito que parecia inofensivo acabou mudando completamente a vida de Grace Jamison. Aos 19 anos, a jovem californiana perdeu a visão dos dois olhos depois de desenvolver uma infecção rara na córnea associada ao uso de lentes de contato durante o banho.
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O episódio aconteceu há cerca de um ano, quando Grace havia se mudado para a República Dominicana para participar de uma missão da igreja que frequentava. Em uma das noites, tomou banho usando as lentes, algo que já tinha feito anteriormente.
Dias depois, os primeiros sintomas começaram a aparecer. Os olhos ficaram secos e coçavam. Em seguida, vieram a vermelhidão e uma forte sensibilidade à luz. Aproximadamente uma semana depois, a visão começou a ficar turva e piorou progressivamente.
O diagnóstico demorou a chegar. Depois de passar por diferentes consultas e quase um mês de acompanhamento oftalmológico frequente, Grace descobriu que tinha ceratite por Acanthamoeba, uma infecção grave e rara da córnea provocada pelo protozoário do gênero Acanthamoeba.
Como a infecção aconteceu?
Grace começou a usar lentes de contato aos 14 anos. Segundo o relato da jovem à revista People, ela costumava colocar as lentes pela manhã, utilizá-las durante o dia e retirá-las antes de dormir. Em algumas ocasiões, também tomava banho com elas.
Foi justamente esse hábito que acabou sendo associado ao desenvolvimento da infecção.
“Antes disso acontecer, ninguém nunca tinha me dito que eu não deveria usar lentes de contato no chuveiro. Eu sabia que não era recomendado nadar com lentes de contato, mas nunca pensei que a água do chuveiro pudesse ser prejudicial para elas”, contou.
A Acanthamoeba é um microrganismo que pode ser encontrado em diferentes ambientes, inclusive na água. Quando entra em contato com a córnea de uma pessoa que usa lentes de contato, pode provocar uma infecção conhecida como ceratite por Acanthamoeba.
O problema é considerado raro, mas pode ser grave e causar danos importantes à visão.
Primeiro diagnóstico estava errado
Antes de descobrir a causa real dos sintomas, Grace recebeu outro diagnóstico. O primeiro médico que consultou suspeitou de uma infecção ocular provocada pelo vírus herpes e prescreveu colírios com corticoides.
Mais tarde, a jovem descobriu que esse tratamento poderia ter agravado o quadro de ceratite por Acanthamoeba.
Enquanto os médicos tentavam identificar o que estava acontecendo, Grace passou por consultas oftalmológicas quase diariamente durante cerca de um mês. A piora da visão aumentava a preocupação até que veio o diagnóstico definitivo.
Ao descobrir que a infecção poderia levar à perda da visão, a jovem ficou devastada. “Uma parte de mim esperava que isso não acontecesse comigo, mas, no fundo, acho que sabia da gravidade da situação”, relatou.
Grace chegou aos 20 anos sem conseguir enxergar com os dois olhos. Para alguém acostumada a ter uma vida ativa e independente, a mudança foi radical.
Atividades simples, que antes eram feitas automaticamente, passaram a exigir adaptação e ajuda de outras pessoas. O noivo e familiares começaram a auxiliá-la em diferentes tarefas enquanto ela aprendia a se orientar novamente.
“Eu não sabia onde as coisas estavam e, de repente, tive que reaprender coisas que sempre considerei óbvias”, contou à People.
Apesar da perda da visão, Grace continuou buscando maneiras de manter sua rotina e seus projetos pessoais.
Tratamento trouxe melhora em um dos olhos
A jovem continua em tratamento com colírios e, com o passar do tempo, conseguiu apresentar uma evolução no olho esquerdo.
Atualmente, com o auxílio de óculos, Grace voltou a enxergar com esse olho. Embora a recuperação não tenha devolvido a visão que tinha antes da infecção, a melhora representou uma mudança importante em sua rotina.
A experiência também fez com que ela passasse a falar publicamente sobre o que aconteceu.
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