Jovem denuncia estupro coletivo e cárcere privado em Rio Largo; oito suspeitos teriam participado do crime

Publicado em 31/03/2026, às 13h19
- Imagem: Ilustração

Redação

Uma jovem de 18 anos denunciou ter sido vítima de estupro coletivo e mantida em cárcere privado por cerca de 10 dias no município de Rio Largo, região metropolitana de Maceió. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Alagoas.

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De acordo com o comandante da Guarda Municipal de Rio Largo, Pedro Campos, a corporação foi acionada no último domingo (29), por volta das 15h, após o Hospital Ib Gatto Falcão informar a entrada de uma mulher com lesões e dores nas partes íntimas, indicando possível violência sexual.

A vítima foi atendida inicialmente na unidade e, em seguida, encaminhada ao Hospital da Mulher, em Maceió, para realização de exames e procedimentos legais. Ainda segundo a Guarda Municipal, a jovem relatou que estava sendo mantida em cárcere privado em uma residência no bairro Mata do Rolo, onde teria sido abusada sexualmente de forma reiterada.

Em um dos episódios, ela afirmou ter sido violentada por oito homens simultaneamente. Segundo o relato, a violência teria sido filmada pelos próprios agressores.

Durante as diligências, dois adolescentes suspeitos de participação no crime foram apreendidos. Além disso, um homem e uma mulher, apontada como dona da casa onde os crimes ocorreram, foram presos em flagrante e levados à Central de Flagrantes.

Investigação aponta aliciamento por ex-cunhada

Informações repassadas pela delegada Zenilde Pinheiro, responsável pelo caso, indicam que a vítima teria sido abordada pela ex-cunhada há cerca de 18 dias, quando estava na escola. A mulher teria convidado a jovem para ir até sua residência e, ao chegar ao local, ela passou a ser impedida de sair.

Segundo a investigação, durante esse período, a suspeita teria levado diversos homens até o imóvel, incentivando e autorizando que mantivessem relações sexuais com a vítima contra a vontade dela.

Entre os suspeitos está o ex-companheiro da jovem, irmão da mulher investigada, que além de participar dos abusos, teria filmado as agressões. 

A vítima estava desaparecida desde o dia em que saiu para a escola, sem manter contato com familiares. O resgate aconteceu após a irmã da jovem receber mensagens de um perfil falso no Instagram, criado pela suspeita, que se passava pela vítima e solicitava documentos pessoais.

Ao comparecer ao local combinado, um posto de combustíveis, a irmã encontrou a jovem acompanhada da suspeita. Ao perceber a situação, reagiu, gritou por ajuda e conseguiu retirar a vítima, levando-a imediatamente ao hospital.

Após o resgate, familiares relataram que passaram a receber ameaças. O ex-companheiro da vítima teria afirmado que faria o mesmo com a irmã da jovem e ameaçou uma criança de oito anos da família.

A Polícia Militar foi acionada e, com base nas informações da vítima, localizou os suspeitos na residência onde os crimes teriam ocorrido. O homem e a mulher foram presos em flagrante.

A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação em sigilo, com o objetivo de identificar os demais envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica dos crimes.

A Guarda Municipal destacou que a situação causou forte impacto nas equipes envolvidas. “É um caso que chocou todos nós pela gravidade dos relatos”, afirmou o comandante Pedro Campos.

A vítima e seus familiares seguem sob acompanhamento, após relatarem também ameaças por parte dos suspeitos.

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