Jovem morta após marcar encontro na web foi asfixiada, afirma IML

Publicado em 04/10/2019, às 16h50
Cortesia ao TNH1 -

Assessoria

O Instituto de Medicina Legal de Arapiraca confirmou na manhã de hoje (4), a causa da morte da jovem Maria Carla Lucas da Silva, de 18 anos, assassinada em Olho D’Água Grande, no agreste alagoano. De acordo com o perito médico legista Germano Jatobá, ela foi morta por asfixia por constrição cervical por estrangulamento ou esganadura.

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Maria Carla estava desaparecida há quatro dias, e o seu corpo foi encontrado despido e jogado em uma cova rasa próxima a sua residência na zona rural do município. Apesar do estado de putrefação do corpo, no exame cadavérico foi possível identificar vários elementos para a conclusão do laudo, no entanto, não foi possível confirmar se a vítima sofreu abuso sexual.

O legista explicou que asfixia por constrição cervical ocorre através da compressão da região do pescoço, o que provoca interrupção do fluxo de oxigênio, levando a vítima inicialmente à inconsciência e consequentemente à morte. Essa ação violenta deixa sinais no corpo da vítima que diferem de outros casos de morte violenta.

“O exame apontou infiltração hemorrágica na musculatura pretraqueal e na mucosa laríngea com fratura da cartilagem tireóidea, sinais característicos de morte por constrição cervical por estrangulamento ou esganadura. No exame não constatei sinais de enforcamento e também não havia nenhum outro tipo de lesão de interesse médico legal no restante do corpo da vítima”, explicou o médico legista.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o vizinho da vítima, identificado como José Wellington, de 30 anos, seria o autor do crime. Ele teria criado um perfil falso em uma rede social para atrair e matar Maria Carla, mas ele teria praticado suicídio um dia seguinte ao crime.

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