Judiciário promete endurecer caso greve da Polícia Civil prossiga

Publicado em 28/04/2016, às 22h04

Redação

O Poder Judiciário prometeu endurecer com os policiais civis em greve caso a categoria insista em manter a paralisação iniciada no último dia 18. Os policiais reivindicam equiparação do piso salarial a 60% da remuneração dos delegados, melhores condições de trabalho, entre outras propostas.

Numa reunião na noite desta quinta-feira, 28, na sede do Tribunal de Justiça de Alagoas, o presidente do TJ, desembargador Washington Luiz tentou encontrar um meio termo entre governo e sindicalistas, mas o resultado foi uma nova reunião marcada para esta sexta-feira, 29, às 17h.  Antes, às 11h, a categoria se reúne para avaliar a desocupação do Porto de Maceió.

“O presidente [Washington Luiz] apelou para o bom senso dos policiais civis para a liberação do Porto. E afirmou que medidas necessárias seriam tomadas caso a categoria se recusasse a cumprir a ordem judicial”, afirmou o desembargador, por meio da assessoria de comunicação do Tribunal. A greve já foi considerada ilegal pela Justiça.

Na reunião, o governo - representado pelo procurador Augusto Galvão e pelo secretário de Segurança Pública coronel Lima Jr – insistiu que o reajuste pedido pelos policiais é inviável diante da realidade financeira do Estado e do momento de crise que o país atravessa.

O governo oferece um piso salarial de R$ 3.600 para a categoria. Proposta rejeitada pela categoria numa primeira reunião na tarde de hoje.  Os policiais não concordaram com a proposta de só discutir o aumento em agosto. 

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Capivara resgatada após ataque de cães em Maceió morre de estresse Prefeitos de Alagoas discutem limite para cachês de artistas em festas municipais Justiça determina suspensão de passeios turísticos irregulares na APA Costa dos Corais Palestra reflete arquitetura das habitações modernas para além da estética