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Juiz federal é encontrado morto após mais de um mês desaparecido

Publicado em 19/05/2026, às 18h19
- Divulgação/TRF-2

Aléxia Sousa/Folhapress

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A Polícia Civil do Rio informou nesta terça-feira (19) ter encontrado o corpo do juiz federal Alcides Martins Ribeiro Filho, do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), desaparecido havia mais de um mês.

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Segundo a corporação, policiais civis da Delegacia de Descoberta de Paradeiros e agentes do Corpo de Bombeiros localizaram o cadáver nos arredores da Vista Chinesa, mirante turístico na zona sul da capital fluminense. A Delegacia de Homicídios da Capital realizou perícia no local.

Conforme a polícia, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal sem sinais aparentes de violência. As circunstâncias da morte ainda são investigadas.

O TRF-2 divulgou uma nota pública em que afirma, "com profundo pesar", que o corpo encontrado no Parque Nacional da Tijuca apresenta indícios de ser do magistrado desaparecido desde 14 de abril. O tribunal informou, porém, que ainda aguardava o reconhecimento oficial da identidade pelas autoridades competentes.

"Assim que a identificação for formalmente concluída pelas autoridades competentes, novas informações serão comunicadas por este Tribunal", afirmou a corte.

Em nome dos magistrados e servidores do tribunal, o presidente do TRF-2, desembargador federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, manifestou solidariedade aos familiares e amigos do juiz.

O desaparecimento de Alcides havia sido revelado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e confirmado pela Folha de S.Paulo no último dia 10. Segundo as investigações, ele foi visto pela última vez em 14 de abril, após sacar R$ 1.000 e embarcar em um táxi.

Segundo a apuração da polícia, o magistrado teria informado ao motorista que seguiria para a Vista Chinesa. Desde então, não havia mais sido localizado.

O juiz estava afastado das funções desde maio do ano passado por determinação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), sob suspeita de violência doméstica, resistência à prisão, lesão corporal contra policiais e abuso de autoridade.

Ele foi detido após vizinhos acionarem a polícia por suspeita de agressão contra a mulher. Segundo a investigação, Alcides resistiu à prisão e precisou ser algemado pelos agentes.

Os processos envolvendo o magistrado no CNJ e no STJ (Superior Tribunal de Justiça) tramitam sob sigilo.

À época do afastamento, a defesa do desembargador negou que ele tivesse praticado qualquer ato violento contra a mulher, policiais ou outras pessoas. Também afirmou que as acusações seriam esclarecidas ao longo do processo legal.

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