Júri condena acusados de matar homem para utilizar residência como ponto de drogas

Publicado em 22/06/2023, às 12h36
Caio Loureiro/TJAL -

Dicom TJAL

O Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri da Capital condenou os réus Thiago Marques Pereira da Silva e João Paulo Gomes Ferreira pela morte de Jeovan de Oliveira Silva, ocorrida em 2020. O júri popular foi conduzido pelo juiz José Braga Neto, titular da 8ª Vara Criminal de Maceió, nessa terça (20), no Fórum do Barro Duro.

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O magistrado fixou a pena em 19 anos e oito dias de reclusão para o réu Thiago Marques, e 24 anos, dois meses e quinze dias de prisão para João Paulo. Os dois réus devem cumprir a sentença em regime inicial fechado e não podem apelar em liberdade.

Ao calcular a pena, o juiz José Braga Neto apontou a forma como o crime aconteceu, visto que a vítima foi morta em via pública. “A vítima fora morta na frente da esposa e dos filhos, mesmo com as súplicas feitas pela esposa, que narrou ter chegado a ajoelhar aos pés de um dos atiradores clamando pela vida de seu companheiro”.

O magistrado ainda apontou o depoimento da esposa de Jeovan, de que a vítima deixou seis filhos que dependiam financeiramente dele. “No mais, não há como olvidar os danos emocionais e psicológicos de um filho que vê seu pai ser assassinado, que crescerá sem seu sustento econômico e de formação do caráter”, destacou José Braga Neto.

O caso

O crime ocorreu no dia 6 de março de 2020, no bairro Cidade Universitária. Segundo a esposa da vítima, ela e o marido estavam na porta de casa brincando com os filhos, quando o réu João e dois indivíduos desconhecidos se aproximaram. A família percebeu a movimentação e entrou na casa, trancando a porta logo em seguida.

Os homens do lado de fora bateram na porta, exigindo que a abrissem, pedindo para que Jeovan saísse de casa. A testemunha ainda conta que após diversas ameaças seu esposo abriu a porta. Os indivíduos perguntaram por que a vítima não teria desocupado a residência, mesmo após ter recebido a ordem de deixá-la, há uma semana.

A família respondeu que estava à procura de um novo local para morar e que os bens já estavam organizados para a mudança. Em seguida, um dos homens apontou uma arma de fogo para a vítima e a esposa tomou a frente, suplicando para que não o matasse, mas um dos autores empurrou a mulher.

Jeovan tentou fugir, mas foi perseguido pelos autores e baleado oito vezes nas costas, vindo à óbito no local. Segundo testemunhas, alguns homens queriam tomar a casa que Jeovan morava com a esposa e os filhos, de aluguel, para utilizá-la como ponto de venda de drogas na região.

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