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Uma jovem de 25 anos, vítima de estupro coletivo e que ficou paraplégica após pular de um prédio em uma tentativa de suicídio, deve passar por eutanásia nesta quinta-feira, 26, na Espanha, após a Justiça rejeitar as tentativas do pai de impedir o procedimento.
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Noelia Castillo, de Barcelona, realizará o procedimento na instituição assistida onde vive. A disputa judicial sobre seu futuro durou mais de um ano e meio. O pedido para a eutanásia havia sido aprovado pelo governo da Catalunha em julho de 2024, mas foi suspenso após recursos apresentados pelo pai, com apoio de um grupo católico ultraconservador.
As contestações foram rejeitadas em diferentes instâncias do sistema judicial espanhol, incluindo o Tribunal Supremo e o Tribunal Constitucional. Uma última tentativa no Tribunal Europeu de Direitos Humanos também foi negada nesta semana, permitindo que o procedimento siga sem novos atrasos, informou o Daily Mail.
Desde que ficou paraplégica em 2022, após a queda que lhe causou uma grave lesão na medula espinhal, Noelia relata sofrer dores intensas, dificuldades para dormir e perda de qualidade de vida. Ela afirmou publicamente que deseja interromper o sofrimento, apesar da oposição da família.
Segundo relatos, ela foi abusada sexualmente por um de seus ex-namorados e três outros homens. Com a eutanásia, a jovem afirmou que não deseja ser vista como exemplo, mas apenas exercer um direito sobre a própria vida. Ela disse esperar finalmente "descansar" após anos marcados por dor física, sofrimento emocional e conflitos familiares, de acordo com o jornal britânico.
Noelia também revelou que sofreu abuso sexual dias antes da tentativa de suicídio e que já enfrentava um histórico de vulnerabilidade, incluindo problemas familiares e episódios anteriores de automutilação. Em entrevistas à imprensa local, ela descreveu como pretende passar seus últimos momentos, com despedidas da família, mas sozinha no instante final.
A mãe da jovem, embora contrária à decisão, declarou que permanecerá ao lado da filha até o fim. Já o pai manteve a oposição ao procedimento e chegou a afirmar que a filha teria transtornos mentais que comprometeriam sua capacidade de julgamento, argumento rejeitado pela Justiça.
"Ele não respeitou minha decisão e nunca respeitará", disse Noelia sobre o pai em sua última entrevista, concedida ao espanhol El Mundo.
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