Justiça de Goiás ordena prisão de médico condenado por deformar pacientes

Publicado em 09/10/2025, às 14h06
O médico Wesley Murakami foi condenado por deformar os rostos de pacientes com procedimentos estéticos - Reprodução / Facebook

Folhapress

O Tribunal de Justiça de Goiás ordenou a prisão do médico Wesley Noryuki Murakami da Silva, condenado a 9 anos e 2 meses de prisão por deformar os rostos de nove pacientes com procedimentos estéticos. O mandado foi expedido no último dia 1º pela 8ª Vara Criminal de Goiânia. Não cabe mais recurso.

LEIA TAMBÉM

A Polícia Civil de Goiás afirmou que Wesley ainda não foi preso, mas que realiza diligências para cumprir a ordem judicial, emitida após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negar o pedido de anulação do julgamento apresentado pela defesa. O médico não foi localizada pela reportagem, tampouco sua defesa.

Wesley foi condenado pela Justiça em 2023 por lesão corporal gravíssima e recorreu em liberdade. Ele havia sido detido pela primeira vez em dezembro de 2018, sendo liberado em janeiro de 2019.

Segundo a decisão do juiz Luciano Borges da Silva, o médico cometeu nove crimes semelhantes usando toxina botulínica (botox) e polimetilmetacrilato (PMMA).

O processo aponta que ele foi acusado por oito mulheres e um homem que fizeram procedimentos de harmonização facial e outras intervenções estéticas de 2013 a 2018 em Goiás e no Distrito Federal.

Os relatos apontam que a recuperação foi dolorosa e prolongada, com pacientes enfrentando inchaços e nódulos faciais.

Uma das vítimas precisou remover o produto aplicado nas nádegas junto com parte do músculo, sofrendo queimaduras de segundo grau e cicatrizes.

Com o registro profissional suspenso, o médico também foi condenado a indenizar pacientes, uma recebeu R$ 60 mil e outra quase R$ 24 mil, devido às sequelas permanentes.

A denúncia do Ministério Público de Goiás afirmava que ele não possuía especialidade médica para realizar procedimentos estéticos com essas substâncias. À época, a defesa de Wesley negou as acusações.

Segundo a sentença, os exames periciais demonstram que o médico falhou em fornecer assistência adequada aos pacientes após as complicações.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Justiça revoga prisão preventiva de influencer argentina acusada de injúria racial no Rio Por unanimidade, STF enquadra caixa 2 como improbidade administrativa Babá suspeita de agredir criança autista é denunciada pelo Ministério Público STJ mantém prisão de piloto acusado de espancar jovem em Brasília