Caso Rhavy: Justiça decreta a prisão preventiva de padrasto suspeito de matar criança de 2 anos

Publicado em 14/05/2025, às 18h19
- Foto: Reprodução

Redação

A Justiça de Alagoas decretou a prisão preventiva do padrasto de Rhavy Abraão Alves de Lima, de apenas 2 anos, encontrado morto dentro de uma residência em Riacho Doce, no Litoral de Maceió, nessa terça-feira (13). Ele havia sido preso em flagrante horas após a criança ter sido encontrada sem vida.

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Na decisão, o juiz da 7ª Vara da Capital cita a violência praticada contra Rhavy e a gravidade do crime. 

"A natureza do crime revela, em cognição sumária, violência concreta, relevante reprovabilidade social e risco à integridade de vítimas vulneráveis, como no presente caso. Embora a instrução processual deva ser devidamente ampliada (dilação probatória), o que se fará no juízo competente, os elementos já constantes dos autos, especialmente os apresentados nesta audiência de custódia, evidenciam a presença dos requisitos legais exigidos para a custódia cautelar. Portanto, no caso em análise, revelam-se inadequadas as medidas cautelares diversas da prisão, razão pela qual, converto a prisão em flagrante em preventiva do flagranteado, cuja medida é necessária para garantia da ordem pública, em face da gravidade do crime e para evitar a reiteração criminosa", diz trecho da decisão. 

Corpo da criança apresentava sinais de violência

Segundo o delegado Emanuel Rodrigues, que investiga o caso, o corpo da criança apresentava sinais de violência e o padrasto não soube explicar as circunstâncias da morte. A polícia descarta morte natural e afirma que o menino morreu de forma violenta, atingido por um objeto contundente.

"Pelo laudo médico legista, a lesão foi causada no dia. Quando fomos acionados, a criança estava começando a ficar fria. Uma morte extremamente violenta, havia lesões de equimose [causadas pelo extravasamento de sangue dos vasos sanguíneos para os tecidos] nas costas e na cabeça", disse a autoridade policial.

Informações da mãe à polícia foram fundamentais para a prisão do padrasto do menino, de acordo com o delegado. "Ela comentou que na noite anterior a criança estava bem e não apresentava nenhuma marca no corpo. A mulher mesmo constatou que na noite anterior não havia lesão. Ele [o padrasto] estava sozinho e relatou que encontrou a criança morta", informou Rodrigues.

Conforme o delegado, a princípio, a mãe não teve participação na morte da criança, mas as investigações ainda continuam.

O homem preso já respondeu por tentativa de homicídio quando era menor de idade e também teve envolvimento com o tráfico de drogas. "Com relação a ele, tudo indica que ele é o autor desse crime", afirma o delegado sobre o padastro.

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