Justiça decreta prisão de suspeito de matar a ex na frente dos filhos em Coruripe

Publicado em 12/12/2025, às 17h53
José Gomes da Silva Filho é o suspeito do feminicídio e está foragido desde o crime - Montagem TNH1

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A Justiça de Alagoas decretou, nesta sexta-feira, 12, a prisão temporária por 30 dias de José Gomes da Silva Filho, suspeito de matar a ex-companheira Maria Gracieli dos Santos. A decisão foi proferida pela 2ª Vara de Coruripe, após pedido da Polícia Civil com parecer favorável do Ministério Público. O feminicídio ocorreu na madrugada do dia 9 de dezembro de 2025, no povoado Pindorama, zona rural de Coruripe, Litoral Sul de Alagoas.

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A vítima foi morta a tiros dentro da própria residência, enquanto dormia com os filhos. As duas crianças, filhas de Maria Gracieli, estavam no imóvel no momento do assassinato.

Na decisão, o juiz Filipe Ferreira Munguba destacou que a prisão é necessária para garantir o andamento das investigações, evitar a intimidação de testemunhas e impedir a destruição de provas.

"Os indícios suficientes de autoria, por sua vez, das declarações colhidas pela autoridade policial, além dos vídeos que atestam o veículo no local do fato, bem como o histórico de conversas entre representado e vítima, que permite inferir um contexto de perseguição praticada por ele (stalking), fatos que corroboram a hipótese investigativa acerca da possibilidade de o representado ser, efetivamente, o autor do delito", pontuou o magistrado em trecho da decisão.

O ex-companheiro, com quem Maria foi casada por quatro anos, é o principal suspeito do crime. De acordo com as investigações, a vítima havia chegado há 20 dias em Alagoas após fugir de Caruaru para escapar de ameaças do ex.

A polícia já realizou buscas, contando até com o apoio das forças policiais de Pernambuco, mas, até a publicação desta matéria, o homem não havia sido localizado.

Vítima temia o ex e pediu que parente cuidasse dos filhos

Um áudio de uma parente revela que Maria já temia o ex-companheiro, que chegou a passar dias dentro do carro, vigiando a casa da comadre dela em Alagoas.

"Ela tinha muito medo. Ela já saiu fugida de Caruaru. Quando chegou em Coruripe, ele passou dois dias dentro do carro, vigiando de frente à casa da comadre dela. Ele era obcecado, ficava procurando saber onde ela estava", relatou a parente.

Maria chegava a chorar por medo do ex e pediu que cuidassem de seus filhos. Ainda segundo a parente, ela não registrou boletim de ocorrência por não ter coragem.

Quem era Maria Graciele

Segundo a irmã, Ciele, que estava na casa e dormia em outro quarto com os três filhos no momento do crime, Maria era "uma menina alegre, sorridente e uma ótima mãe".

"Era uma ótima pessoa, e aconteceu isso", desabafou.

Ainda de acordo com a irmã, Maria tinha planos de abrir uma loja na região central de Pindorama e já havia escolhido o ponto.

"Ela ia na semana que vem comprar [as peças] em Caruaru", contou.

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