Justiça adia provas do concurso da PM de Alagoas e manda incluir vagas para PCD

Publicado em 10/08/2026, às 09h29
O concurso da PMAL prevê 1.060 oportunidades para os cursos de formação de oficiais e de praças - Foto: Arquivo/Agência Alagoas

Eberth Lins

Ler resumo da notícia

Quem se preparava para fazer as provas do concurso da Polícia Militar de Alagoas terá que esperar. A seleção foi suspensa após uma decisão judicial determinar que o edital reserve vagas para pessoas com deficiência (PCD). Com isso, as avaliações objetiva e discursiva que estavam marcadas para o dia 30 de agosto foram retiradas do cronograma.

LEIA TAMBÉM

A mudança ocorre porque o edital original não previa vagas específicas para candidatos com deficiência. A questão foi levada à Justiça e chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a adequação do concurso à legislação que estabelece a reserva de vagas para esse público.

A decisão considera a Lei Estadual nº 7.858/2016, que prevê a destinação de 20% das vagas de concursos públicos em Alagoas para pessoas com deficiência, desde que as atribuições do cargo sejam compatíveis com a condição do candidato.

O entendimento do STF também afasta a possibilidade de considerar, de forma automática, que o trabalho policial é incompatível com qualquer tipo de deficiência. A análise deve levar em conta as características do cargo e a capacidade do candidato de desempenhar as funções previstas.

Com a determinação, o governo estadual terá que alterar o edital do concurso e reabrir o período de inscrições. Também será necessário estabelecer um novo calendário para as etapas da seleção. Até o momento, porém, não foi divulgada uma nova data para as provas.

O concurso da PMAL prevê 1.060 oportunidades para os cursos de formação de oficiais e de praças. Desse total, 530 vagas são destinadas à convocação imediata e outras 530 integram o cadastro de reserva. A seleção contempla os cargos de soldado e oficial, com salários que podem chegar a aproximadamente R$ 11 mil depois da formação.

A ação que resultou na decisão foi apresentada pelos advogados Abednego Teixeira Ribeiro e Gabriel Monteiro de Assunção, que contestaram a ausência da reserva para PCD no edital. O processo também envolve o Estado de Alagoas, a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), o Comando-Geral da Polícia Militar e o Cebraspe, responsável pela organização do concurso.

A definição sobre adaptações necessárias para a participação dos candidatos com deficiência nas provas e nas demais etapas não foi estabelecida antecipadamente pelo STF. Segundo a decisão, essas medidas deverão ser avaliadas pela Administração Pública de acordo com as necessidades de cada candidato e as regras do concurso.

Procurada, a Seplag disse que informações referentes à continuidade do concurso serão divulgadas oficialmente pelos canais institucionais da pasta; leia a nota na íntegra:

A Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) informa que a suspensão temporária do concurso da Polícia Militar de Alagoas decorreu de decisões judiciais relacionadas à necessidade de adequação do edital para contemplar a reserva de vagas destinadas às pessoas com deficiência.

A Seplag já acionou o Cebraspe para o cumprimento da decisão judicial, adotando as providências necessárias à continuidade do certame, em observância às determinações estabelecidas e à legislação vigente.

As informações referentes ao cronograma e aos procedimentos para a continuidade do concurso serão divulgadas oficialmente pelos canais institucionais da secretaria.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Publicada lista final de pedidos para isenção de taxa do concurso da Seduc Concursos públicos seguem previstos durante período eleitoral Mais 14 delegados nomeados são chamados para exame admissional Polícia Civil da Bahia abre concurso com 750 vagas; confira os salários