Justiça mantém prisão de policial suspeito de matar enfermeiro em Arapiraca

Publicado em 15/12/2025, às 17h33
- Foto: Reprodução

Theo Chaves

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A Justiça de Alagoas manteve a prisão preventiva do policial militar Weliton Miguel dos Santos, de 34 anos, que é suspeito de matar a tiros o enfermeiro Ítalo Fernando de Melo, em um quarto de motel, na madrugada do último domingo, 14, em Arapiraca, Agreste alagoano.

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Weliton passou por audiência de custódia nesta segunda-feira, 15. Na decisão que decretou a prisão dele, a Justiça também recomendou que o policial fosse encaminhado para uma instituição prisional militar. 

O CASO 

O enfermeiro Ítalo Fernando de Melo foi assassinado a tiros dentro de um motel, nesse domingo, 14. A suspeita é que ele tenha sido flagrado com a companheira do policial militar Weliton Miguel dos Santos. 

Ítalo tinha 33 anos e atuava como socorrista em Alagoas. As primeiras informações apontam que ele e a mulher do militar trabalhavam como enfermeiros em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arapiraca. 

VÍDEO DA INVASÃO 

Imagens de câmera de segurança mostram o momento da invasão do companheiro da mulher ao local. No primeiro momento, às 21h43 de sábado (13), a dupla de enfermeiros entrou no estabelecimento em Jeep Renegade, de cor vermelha, conduzido pela mulher. No banco do passageiro, estava o enfermeiro.

No momento seguinte, às 00h57 do domingo (14), o policial entrou no motel em motocicleta. Ele passou a andar de quarto em quarto procurando pelos enfermeiros. Veja aqui as imagens.

O delegado Ueslei Lima, coordenador da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 3 (UALC 3), confirma que era o policial nas imagens. “Obtivemos elementos que foram capazes de identificar o suspeito”, disse o delegado.

PRISÃO

Após encontrar a mulher, o policial teria atingido Ítalo com diversos tiros e deixado o local com a companheira, no carro dela. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Horas depois, o PM foi localizado e preso em flagrante.

Ele foi conduzido à Central de Polícia de Arapiraca para prestar depoimento e, em seguida, encaminhado à Penitenciária Militar, em Maceió. O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil para o completo esclarecimento dos fatos.

 

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