Justiça pede bloqueio de mais R$ 800 milhões da Vale; valor já chega a R$ 11,8 bi

Publicado em 28/01/2019, às 16h25
Vale | Reprodução -

Folhapress

A Vara do Trabalho Betim determinou, nesta segunda-feira (28), o congelamento de mais R$ 800 milhões das contas da mineradora Vale, dona da barragem que rompeu em Brumadinho (MG) e deixou ao menos 60 mortos e 292 desaparecidos. Os pedidos de bloqueios feitos pela Justiça de Minas Gerais já chegam a R$ 11,8 bilhões. 

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A decisão da juíza Renata Lopes Vale atende parcialmente o pedido do Ministério Público do Trabalho, que requeria o congelamento de R$ 1,6 bilhão da empresa.
A quantia visa assegurar as indenizações aos atingidos, manter o pagamento dos salários aos familiares dos trabalhadores desaparecidos e arcar com as despesas de funerais, traslados de corpos e sepultamentos sob pena de multa em caso de descumprimento.

A decisão ainda obriga a Vale a apresentar seu programa de gerenciamento de riscos com dados da empresa ou responsáveis por sua elaboração e documentos como atas de reuniões e planos de evacuação da mina.

Somado aos outros pedidos, a empresa já tem, ao todo, R$ 11,8 bilhões congelados. No domingo (26), o Ministério Público estadual determinou o bloqueio de R$ 5 bilhões. No sábado (26), um pedido de R$ 5 bilhões para reparação de danos ambientais e outro de R$ 1 bilhão para para prestar socorro às vítimas também haviam sido feitos. 

Nesta sexta-feira (25), a barragem 1 da mineradora Vale em Brumadinho (MG), que continha jeitos de minério de ferro, rompeu-se. Com isso, ao menos uma outra barragem do sistema da mina do Feijão transbordou. 

A principal área afetada foi o centro administrativo da Vale, onde, no momento do rompimento, havia cerca de 300 funcionários. Outros 120 estavam em outros locais da região da mina. A lama também atingiu a comunidade rural Vila Ferteco e chegou até o rio Paraopeba, a mais de 5 km da barragem. A lama se estende por uma área de 3,6 km² e por 10 km.

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