Justiça revoga prisão preventiva de influencer argentina acusada de injúria racial no Rio

Publicado em 07/02/2026, às 11h50
Vídeo mostra turista argentina imitando macaco - Reprodução / Redes sociais

Aléxia Sousa / Folhapress

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A Justiça do Rio de Janeiro revogou nesta sexta-feira (6) a prisão preventiva da advogada e influencer argentina Agostina Páez, 29, acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul da capital fluminense.

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A decisão foi tomada pelo juízo da 37ª Vara Criminal, o mesmo que havia determinado a prisão horas antes.

Agostina foi presa em Vargem Pequena, na zona sudoeste do Rio, e deixou a unidade prisional por volta das 20h, com uso de tornozeleira eletrônica.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio informou que a ordem de prisão preventiva foi revogada, mas que o processo segue em segredo de Justiça.

O advogado Ezequiel Roitman, responsável pela defesa da argentina, afirmou que irá se manifestar nos autos e disse que a cliente sempre colaborou com as autoridades. Segundo ele, não houve tentativa de fuga nem de interferência nas investigações.

Agostina Páez havia tido a prisão decretada no âmbito de uma investigação conduzida pela 11ª DP (Rocinha). Ela é acusada de proferir ofensas racistas contra três funcionários de um bar localizado na rua Vinícius de Moraes, em 14 de janeiro, após uma discussão envolvendo o valor da conta.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a influencer teria utilizado expressões de cunho racial para se referir a trabalhadores do estabelecimento, inclusive chamando um deles de negro de forma pejorativa.

Ainda segundo a Promotoria, mesmo após ser advertida de que a conduta configurava crime no Brasil, Agostina continuou com os insultos, dirigindo-se a uma funcionária com a palavra "mono" ("macaco", em espanhol) e fazendo gestos que simulavam o animal.

Parte do episódio foi registrada em vídeo por testemunhas e por câmeras de segurança do local, e as imagens integram o conjunto de provas do processo.

A defesa sustenta que os gestos teriam sido dirigidos às amigas como brincadeira, versão que foi rebatida pela Promotoria ao destacar que uma das acompanhantes tentou interromper as ofensas, o que indicaria consciência da gravidade da conduta.

Antes de ser presa, Agostina divulgou um vídeo nas redes sociais no qual disse estar com medo e classificou a decisão judicial como injusta. Na gravação, afirmou estar à disposição da Justiça desde o início do mês.

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