Paulo Eduardo Dias / Folhapress
Uma perícia do IML (Instituto Médico Legal) no corpo da técnica de radiologia Larissa da Cruz Morata, 29, morta com um tiro na cabeça no domingo (6) em Embu das Artes, na Grande São Paulo, apontou diversas lesões.
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O soldado da Polícia Militar Vinícius Costa Silva, 26, marido de Larissa, foi preso temporariamente na tarde de segunda-feira (7). Ele nega o crime. A trajetória do tiro levantou dúvidas entre policiais civis, que pediram sua prisão.
Conforme o laudo, o projétil entrou pela região temporal esquerda e transfixou o crânio, com trajeto de trás para frente e da esquerda para a direita.
O exame necroscópico identificou lesões arroxeadas na lateral da mão esquerda, no dorso da mão direita, no dorso dos pés direito e esquerdo, cinco no joelho direito e duas no esquerdo, cinco na perna esquerda e uma no quadril. O perito também encontrou uma escoriação no pescoço.
O legista registrou ainda a presença de diversos fios de cabelo soltos, grudados à calça da vítima, sem manchas de sangue.
Nesta quinta-feira (10), policiais civis fizeram busca e apreensão relacionada à irmã do policial militar. Em depoimento anterior, ela afirmou que estava em casa. Ela disse ter ouvido um barulho; o filho do casal também estava no imóvel.
Procurado nesta quinta, o advogado de Vinícius, Roberto Montanari, disse que iria até a delegacia apurar a busca e apreensão e que, posteriormente, enviaria uma nota.
Em depoimento, o PM afirmou que Larissa cometeu suicídio versão contestada pela família da vítima e sobre a qual a Polícia Civil diz haver "dúvida razoável". O caso é tratado como morte suspeita, mas a investigação também trabalha com a hipótese de feminicídio.
"[Havia] dúvida razoável quanto a se tratar de suicídio, em razão daquilo que foi apurado no local, da perícia técnica e de todos os elementos colhidos pelos investigadores", diz Bruna Caracho Crippa, delegada de Embu das Artes.
Montanari afirmou à Folha que Vinícius "desde o primeiro momento relatou às autoridades que Larissa tirou a própria vida".
"Trata-se de uma tragédia profundamente dolorosa, que atingiu de forma irreparável as famílias envolvidas e, sobretudo, o filho do casal", disse.
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