Redação EdiCase
A rotina de lição de casa costuma ser um dos momentos de maior tensão para muitas famílias. Entre a pressa do dia a dia, a dificuldade da criança diante de determinados conteúdos e a ansiedade dos responsáveis para garantir que tudo seja entregue corretamente, é comum que a ajuda acabe se transformando na execução da atividade pelo adulto.
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Embora a intenção seja facilitar o processo, assumir a tarefa pode comprometer o desenvolvimento da autonomia, da responsabilidade e da construção do raciocínio da criança. De acordo com Camila Santiago dos Santos, docente do curso de Pedagogia da Unopar, o acompanhamento familiar é importante, mas precisa acontecer de forma estratégica.
“A lição de casa não tem como objetivo apenas revisar os conteúdos. Ela também estimula organização, autonomia, capacidade de resolução de problemas e confiança no próprio aprendizado”, explica. Segundo a especialista, quando o adulto entrega respostas prontas ou realiza a atividade no lugar da criança, acaba interferindo nesse processo. “O papel da família é mediar, orientar e oferecer suporte emocional, não substituir o esforço necessário para a aprendizagem”, reforça.
A seguir, a docente da Unopar destaca algumas estratégias para apoiar a criança de forma saudável na lição de casa:
Outro ponto importante, conforme Camila Santiago dos Santos, é observar sinais persistentes de dificuldade. Resistência frequente, ansiedade excessiva, dificuldade de concentração ou sofrimento recorrente diante das tarefas podem indicar necessidade de diálogo com a escola.
Para a docente da Unopar, a lição de casa deve ser encarada como oportunidade de desenvolvimento, e não como motivo de conflito familiar. “Quando a família oferece apoio com escuta, incentivo e mediação adequada, a criança desenvolve autonomia e aprende a confiar mais na própria capacidade”, explica.
Os erros também fazem parte do processo pedagógico. “O equívoco é uma oportunidade de aprendizagem. Quando a criança percebe onde errou e refaz o caminho, constrói conhecimento de forma muito mais consistente”, destaca Camila Santiago dos Santos.
Por Letícia Zuim Gonzalez
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