Líder do Senado diz que não serão aceitas provocações durante defesa de Dilma

Publicado em 28/08/2016, às 18h20
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Redação

O líder do PSDB no Senado, senador Cássio Cunha Lima (PB), afirmou à Rádio Estadão que o plenário da Casa adotará uma postura "respeitosa e civilizada" durante a defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff, marcada para começar às 9 horas desta segunda-feira. O tucano, entretanto, admitiu que "qualquer provocação será confrontada". Lima participou neste domingo de reunião com a base de apoio do presidente interino, Michel Temer para discutir justamente a sessão de amanhã, que marca o capítulo final do processo de impeachment da petista.

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O senador também destacou que qualquer menção a golpe por Dilma será "uma afronta à democracia". "Não podemos admitir (a palavra) "golpe" em um julgamento presidido pelo presidente da Suprema Corte", afirmou Lima, referindo-se ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

Para o tucano, Dilma "não pode transformar o plenário do Senado em um set de filmagem". "Se por ventura essa acusação (de golpe) for feita na boca da própria presidente, haverá reação, porque quem cometeu um golpe foi a presidente ao mentir à população brasileira". Para concluir, Lima disse que o tom da sessão desta segunda-feira será dado pela própria presidente afastada.

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