Líderes da oposição tentam acordo para aprovar destaques à reforma da Previdência

Publicado em 11/07/2019, às 18h09
Luis Macedo/Câmara dos Deputados -

Agência Câmara

Líderes de partidos da oposição negociam a aprovação de dois destaques que alteram o texto da reforma da Previdência (PEC 6/19). O PSB propõe uma alteração que retira o aumento do tempo de contribuição – de 15 para 20 anos – exigido para aposentadoria dos homens. Já o PDT articula a aprovação do destaque que diminui a idade mínima de aposentadoria dos professores da ativa para 52 (mulheres) e 55 (homens).

LEIA TAMBÉM

O líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), acredita que a proposta do partido tem sensibilizado parlamentares. Ele explica que o trabalhador que se aposenta por idade contribui em média 5 meses por ano e, se for exigido dele 5 anos de contribuição a mais, isso significa 12 anos a mais de trabalho, ou seja, o trabalhador que já cumpriu a idade mínima só se aposentaria com 77 anos. Segundo Molon, a equipe econômica do governo avalia o impacto dessas alterações no texto.

“O trabalhador corre o risco de nem se aposentar nem poder acessar o BPC, ficar sem nada. Entendemos que é fundamental responsabilidade fiscal, mas é inaceitável que ela seja separada da responsabilidade social”, declarou.

Professores
O líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE), afirmou que o acordo que beneficia os professores tem grande possiblidade de ser fechado.

“Já conversamos e dialogamos. O governo está percebendo que não tem como derrubar o destaque supressivo e esse destaque deve ser aprovado. Quem ganha são os professores e a educação do Brasil ”, comentou.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Câmara aprova regime de urgência para projeto que cria o “imposto do congestionamento” Após denúncia de Rui Palmeira, Câmara de Maceió determina recadastramento de servidores Brasil repete sua segunda pior nota da série histórica em índice global de percepção da corrupção Entidades pedem veto de Lula ao PL dos supersalários na Câmara e no Senado