Redação EdiCase
Nesta quinta-feira, 26 de março, a Lua está em sua fase Crescente, um dos momentos do ciclo lunar em que sua luminosidade aumenta gradativamente. O satélite natural da Terra entrou nessa etapa na quarta-feira (25), às 16h19, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Nesse período, o corpo celeste forma um ângulo de aproximadamente 90° em relação à Terra e ao Sol, o que faz com que apenas parte de sua superfície iluminada fique visível.
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Esse fenômeno não acontece porque a Lua muda de forma, mas porque ela orbita a Terra e, conforme muda de posição em relação ao Sol, passamos a enxergar diferentes partes da metade que está sempre iluminada pela luz solar. Em outras palavras: a Lua continua sendo a mesma, o que muda é o nosso ponto de vista daqui da Terra.
Do ponto de vista científico, a fase Crescente inclui dois momentos que costumam chamar atenção no céu: o crescente fino, logo após a Lua Nova, e o chamado quarto crescente, quando a Lua parece cortada ao meio.
Apesar da aparência, isso não significa que só metade da Lua esteja iluminada. Na verdade, metade da Lua está sempre recebendo luz do Sol, o que varia é quanto dessa parte iluminada conseguimos enxergar da Terra. No quarto crescente, por exemplo, vemos metade da face iluminada visível, o que gera essa impressão tão característica.
A Lua Crescente costuma ser vista com mais facilidade do fim da tarde até o início da noite, ganhando destaque logo após o pôr do sol. À medida que os dias passam, ela surge cada vez mais brilhante e permanece por mais tempo no céu. Para quem observa do Brasil, há ainda uma curiosidade visual interessante: a aparência da Lua pode parecer um pouco diferente em comparação com imagens feitas no Hemisfério Norte.
Isso acontece porque a orientação da parte iluminada muda conforme a posição do observador no planeta. A fase, no entanto, é a mesma em todo o mundo. Ou seja, todos estão vendo a Lua Crescente, mas ela pode parecer “deitada”, “em pé” ou inclinada, dependendo da latitude e do horário de observação. Esse detalhe costuma despertar dúvidas, mas faz parte da geometria entre a Terra, a Lua e o Sol.
A Lua Crescente também costuma ser uma fase rica em detalhes para observação. Como a luz do Sol atinge a superfície lunar de forma lateral nessa etapa, as sombras nas crateras e montanhas ficam mais evidentes, o que ajuda a destacar o relevo.
Para astrônomos amadores, esse é um dos melhores momentos do mês para observar a Lua com binóculos ou pequenos telescópios. Em muitas noites, também é possível notar um brilho suave na parte escura do disco lunar, fenômeno conhecido como luz cinérea ou earthshine, causado pela luz do Sol refletida pela própria Terra e rebatida na superfície da Lua.
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