Redação EdiCase
Nesta segunda-feira, 06 de abril, a Lua está em sua fase Cheia, um dos momentos mais marcantes do ciclo lunar. Ela entrou nessa etapa no dia 01, às 23h13, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Com isso, todo o seu disco visível aparece completamente iluminado pela luz do Sol, criando um espetáculo facilmente observado a olho nu em diferentes regiões.
LEIA TAMBÉM
A Lua Cheia é conhecida por sua luminosidade intensa e pela forma perfeitamente circular vista da Terra. Essa fase ocorre quando o nosso planeta está posicionado entre o Sol e a Lua, fazendo com que a face lunar voltada para nós receba iluminação total. Esse alinhamento permite que a luz solar seja refletida de maneira direta, tornando o satélite mais brilhante no céu noturno.
Do ponto de vista científico, a Lua não emite luz própria. O brilho observado é resultado da reflexão da luz solar em sua superfície, composta por rochas e poeira. Durante a fase Cheia, a incidência da luz ocorre de forma mais frontal, reduzindo sombras e evidenciando grandes áreas claras, chamadas de “mares lunares”. Essas regiões são, na verdade, planícies formadas por antigas erupções vulcânicas.
Outra característica interessante da Lua Cheia é a sua influência nas marés. Nessa fase, o alinhamento entre Sol, Terra e Lua intensifica a força gravitacional sobre os oceanos, resultando nas chamadas marés de sizígia — quando as marés altas ficam ainda mais elevadas e as baixas, mais baixas. Esse fenômeno também ocorre na Lua Nova e tem impacto direto em regiões costeiras.
Além dos aspectos científicos, a Lua Cheia também desperta curiosidade e está presente em diferentes culturas ao redor do mundo. Ao longo da história, ela foi associada a calendários agrícolas, rituais e até crenças populares. Em muitas tradições, acredita-se que essa fase influencia o comportamento humano e animal.
Outro ponto curioso é que, apesar de parecer maior quando está próxima ao horizonte, esse efeito é apenas uma ilusão de ótica, conhecida como “ilusão da Lua”. Quando comparada a objetos terrestres, como prédios e árvores, o cérebro interpreta a Lua como sendo maior do que realmente é, embora seu tamanho aparente não mude de forma significativa.
LEIA MAIS