CNN Brasil
Nos últimos dias, a apresentadora Luciana Gimenez, 56, teve o nome envolvido no polêmico caso dos arquivos de Jeffrey Epstein. O empresário, morto em 2019, foi um financista norte-americano e criminoso sexual condenado, conhecido por comandar uma extensa rede de tráfico sexual de menores e abuso de adolescentes.
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Nos últimos meses, o Departamento de Justiça dos EUA tem divulgado milhares de arquivos sobre a investigação contra Epstein e o nome da apresentadora brasileira chamou atenção ao aparecer em um dos documentos contendo transações bancárias.
Luciana Gimenez chegou a comentar o caso e afirmou nunca ter tido relação nenhuma com o empresário. Abaixo, a CNN reúne as principais atualizações sobre o nome da empresária supostamente ligado ao caso Epstein até o momento.
Como Luciana Gimenez aparece nos arquivos Epstein
O nome de Luciana Gimenez surgiu em novos registros divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que estariam ligados ao caso do empresário. Os documentos mostram transferências financeiras em que o nome da apresentadora aparece como destinatária.
No entanto, o material de 2014, 2018 e 2019, não esclarece a origem dos recursos nem estabelece uma ligação direta com Jeffrey Epstein ou com atividades criminosas. Os arquivos liberados apontam transferências que chegam a valores de cerca de US$ 12 milhões (cerca de R$ 62 milhões).
Luciana Gimenez nega qualquer envolvimento com Epstein
Luciana Gimenez usou as redes sociais nesta segunda-feira (9) para divulgar um comunicado sobre seu suposto envolvimento no caso e negou ter conhecido o empresário.
"Luciana Gimenez esclarece que nunca conheceu Jeffrey Epstein e jamais teve qualquer tipo de contato pessoal, profissional ou financeiro com ele. A apresentadora reforça que nunca compactuou, nem compactuaria, com práticas ilícitas ou criminosas, repudiando de forma categórica qualquer tentativa de associar seu nome a essas situações", diz a equipe da apresentadora em um trecho.
Segundo o comunicado, Luciana entrou em contato com a instituição bancária Deutsche Bank Trust Company Americas, na qual possuía a conta que aparece no arquivo, para compreender a razão dessa vinculação indevida e disse estar aguardando resposta.
A equipe de Luciana ainda acrescenta que, segundo informações preliminares, o governo dos EUA teria solicitado as informações de todos os clientes do banco dentro de determinados períodos, sem fazer uma seleção prévia.
"Inicialmente e conforme informações preliminares obtidas junto ao banco, o governo americano solicitou os registros à instituição financeira em determinados períodos, sem qualquer seleção individualizada dos dados ou vinculação específica. O conjunto completo de documentos foi encaminhado e publicado na plataforma oficial, sem apuração prévia do conteúdo e contexto. Por isso, constam nos arquivos nomes de diversos clientes do banco, incluindo de Luciana, que nada têm a ver com o caso em questão e que também fizeram transações naquele período", diz o texto.
"A priori, as movimentações citadas que envolvem a apresentadora referem-se exclusivamente a transferências de sua conta de investimentos para sua conta de pessoa física. Por se tratarem de dados antigos, o banco está trabalhando para compilar todas essas transações internas e comprovar que se tratam de transferências da própria Luciana para si mesma", diz, ainda, o posicionamento da artista.
Outros nomes supostamente envolvidos
Alguns dos nomes mencionados em documentos judiciais do caso Epstein são o ex-príncipe Andrew, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, o atual presidente do país Donald Trump, o político Bill Richardson, o advogado Alan Dershowitz, o cantor Michael Jackson e o físico Stephen Hawking.
Caso Epstein
Durante as investigações e o processo sobre tráfico sexual contra Jeffrey Epstein e sua cúmplice e ex-namorada Ghislaine Maxwell, os procuradores federais reuniram milhões de documentos.
Os "Arquivos de Epstein" contêm mais de 300 gigabytes de dados, documentos, vídeos, fotografias e áudios armazenados no principal sistema eletrônico de gerenciamento de casos do FBI, a agência federal de investigações dos EUA, o "Sentinel".
Esses registros incluem relatórios de investigação e documentos da apuração original do FBI em Miami.
A maior parte dos registros viria da segunda investigação realizada pelo escritório do FBI em Nova York, incluindo memorandos sobre a apuração e possíveis alvos, locais a serem revistados, registros a serem solicitados por intimação e centenas de páginas de "formulários 302", que são os documentos que os agentes do FBI usam para registrar o que testemunhas, vítimas e suspeitos disseram em entrevistas com os investigadores.
Um grande acervo de documentos já foi divulgado publicamente por meio da abertura de processos cíveis, do julgamento criminal de Maxwell e de reportagens.
Porém, diversas figuras da mídia têm sugerido há anos que o governo dos Estados Unidos está escondendo segredos relacionados a Jeffrey Epstein.
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