Luz artificial aumenta em 14% o risco de câncer de mama

Publicado em 18/08/2017, às 22h03

Redação

De acordo com uma nova pesquisa da Escola de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, dormir com a luz acesa ou sob a incidência da luz externa pode aumentar em até 14% o risco de câncer de mama. O estudo, publicado na quinta-feira no periódico científico Environmental Health Perspectives, sugere que a luz artificial reduz os níveis de melatonina, hormônio que regula o sono e que pode estar relacionado à prevenção da doença, segundo estudos anteriores.

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A pesquisa

Os cientistas analisaram o estado de saúde de cerca de 110.000 mulheres entre os anos de 1989 e 2013. Ao longo desse período, eles relacionaram os resultados às imagens de satélite dos endereços de cada uma das participantes, para avaliar a incidência da iluminação externa, e ao fato de elas trabalharem à noite ou não.

Risco aumentado

Os resultados mostraram que as participantes que estavam expostas a maiores níveis de luz artificial à noite tinham maior probabilidade de desenvolver câncer de mama do que as que recebiam exposições menores – probabilidade que aumentou proporcionalmente ao grau de iluminação.

Por não dormirem durante à noite, as que trabalhavam no período noturno também estavam em maior risco. No entanto, esses resultados só afetaram as mulheres na fase pré-menopausa e/ou ex-fumantes.

Luz artificial

Pesquisas anteriores já haviam relacionado maior exposição à luz artificial a níveis mais baixos de melatonina – hormônio que regula o ciclo de sono-vigília. A escuridão gera um aumento da melatonina, induzindo o sono. Mas quando não está escuro o suficiente, a produção do hormônio diminui e o metabolismo entende que ainda não é hora de dormir, o que dificulta o sono – estudos anteriores já associaram problemas para dormir a um risco aumentado de câncer de mama.

Por outro lado, o hormônio também já foi associado à supressão do crescimentos de tumores mamários. “Na nossa moderna sociedade industrializada, a iluminação artificial é quase onipresente. Nossos resultados sugerem que essa exposição generalizada durante horas noturnas poderia representar um novo fator de risco para o câncer de mama., disse Peter James, principal autor do estudo.

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