Maceió é a 3ª cidade do Brasil onde o preço dos imóveis cresceu acima da inflação no ano

Publicado em 06/10/2022, às 12h35
Edvan Ferreira/Secom Maceió -

TNH1 com informações do Extra

O preço dos imóveis residenciais se manteve no mesmo patamar de agosto e registrou alta de 0,6% em setembro, na média nacional, bem acima da prévia da inflação (IPCA-15), de -0,37% no período. No acumulado do ano, porém, a diferença é menor. Enquanto a inflação ao consumidor foi de 4,63% (considerando o IPCA-15 de setembro), o custo para comprar a casa própria aumentou 4,73%, segundo o Índice FipeZAP+ de Venda Residencial.

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O indicador também compara a variação com a estimativa de quanto será o IPCA do mês corrente, que para outubro está prevista em 4,01%. Ou seja, nos dois cenários continua acima da inflação, mas neste caso com uma diferença maior.

O Índice Fipe Zap acompanha o preço anunciado de imóveis em 50 cidades e destas, 48 tiveram elevação nominal e real nos preços de venda de agosto para setembro, incluindo as 16 capitais. O maior aumento foi registrado em Manaus, seguido por Goiânia e Maceió. As menores variações aconteceram em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Campo Grande.

Já na variação de janeiro a setembro, Goiânia, Vitória e Curitiba foram as cidades com as maiores altas. As duas primeiras acima de 15%.

Segundo Larissa Gonçalves, economista do DataZAP+, o mercado imobiliário passa por um reequilíbrio. Após um período aquecido, impulsionado em especial pela taxa básica de juros na sua mínima histórica, de 2%, o ciclo das vendas está estável, mas sem aceleração dos preços. Para 2023, diz ela, eles devem se manter acima da inflação no acumulado do ano. Isso, contudo, está atrelado a outros desfechos.

"A tendência é que estabilize. Vai depender das conjunturas. Ainda estamos em um momento de decisão (eleitoral) e incertezas do crédito, inflação e Selic. São questões que podem fazer esse crescimento ser acelerado ou arrefecer em 2023. Há várias dúvidas para o ano que vem. Uma delas, por exemplo, é a redução do orçamento para o programa Casa Verde Amarela, que impacta o setor", diz.

O valor médio do metro quadrado no país foi de R$ 8.214. Apesar do aumento das cidades acima, as capitais de valores médios por metro quadrado mais elevados no último mês foram São Paulo (R$ 10.055), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 9.843), Vitória (R$ 9.794), Florianópolis (R$ 9.311) e Brasília (R$ 8.780).

Para além das capitais, as cidades com a metragem mais salgada estão em Santa Catarina. O Balneário Camboriú ultrapassa inclusive as metrópoles paulista e fluminense com R$ 10.741, o metro quadrado. Na sequência, Itapema (R$ 9.810) e Itajaí (R$ 8.988).

Segundo Larissa, este fenômeno é resultado da mudança de compra na pandemia. "Em busca de melhor qualidade de vida, vimos um deslocamento para o interior e o litoral. O Balneário fez um investimento altíssimo de alargamento para a faixa (de areia da orla) e está próximo a Florianópolis, a capital, onde tem um aeroporto, então, acaba atraindo muitos moradores".

Ainda assim, o Rio concentra os três bairros mais caros do país. No Leblon, um metro quadrado custa, em média, mais de R$ 21 mil. Em Ipanema, acima de R$ 20 mil, e na Lagoa, R$ 16 mil. O preço acompanha a proximidade do mar e altura do andar. Quanto melhor a vista, mais caro.

Na outra ponta estão São Vicente, em São Paulo, cujo m² em média foi de R$ 4.132, a cidade rio-grandense de Pelotas (R$ 4.058) e a mineira Betim (R$ 3.420).

Variação acumulada no ano nas 16 capitais pesquisadas

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