☰
✕

Maceió registra 4 meses seguidos de queda no endividamento das famílias

Publicado em 03/03/2022, às 10h53
Marcelo Casal Jr/Agência Brasil -

Ascom Fecomércio

Após registrar um aumento de 20% de maio a setembro de 2021, a taxa de endividamento das famílias de Maceió confirma reversão de tendência e chega ao quarto mês seguido de queda em janeiro, com contração de aproximadamente 9% no período. De acordo com os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (PEIC), que é elaborada pelo Instituto Fecomércio Alagoas, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 65% das famílias da capital alagoana iniciam o ano de 2022 com alguma dívida.

LEIA TAMBÉM


 A nível nacional, em janeiro, 76,1% dos brasileiros se encontravam em situação de endividamento, com inadimplência acima de 26%. Já em Maceió, a inadimplência se mantém estável desde julho de 2021, oscilando entre 18% e 19%. Para o assessor econômico da Fecomércio AL, Victor Hortencio, a diminuição no endividamento do maceioense pode ser um reflexo do aumento sucessivo nas taxas de juros (SELIC), que, em fevereiro de 2021, estava em 2% a.a. e inicia 2022 ao patamar de dois dígitos (10,75% a.a.), o que, por consequência, acaba interferindo nos novos contratos de crédito.


Na comparação com os dados de janeiro de 2021, percebe-se que houve uma redução de 0,5% entre os endividados com contas em atraso. Enquanto que o número de famílias que não terão condições de quitar as suas dívidas registrou uma queda significativa de 46%.

MEIOS DE ENDIVIDAMENTO 


Segundo o levantamento, 58,2% dos maceioenses com alguma dívida possuem de três a seis meses de compras parceladas a quitar ou financiamentos, comprometendo 30,4% da renda. “Esse é o limite recomendado para o comprometimento de parcelas ou dívidas”, observa Hortencio.


O principal fator gerador de dívidas dos consumidores da capital alagoana continua sendo o cartão de crédito, que é utilizado por 94,3% das famílias para adquirir bens e serviços. O carnê, que registrou, em doze meses, um crescimento de 70% em seu uso, aparece em segundo lugar, com 28,7%. “É um ponto curioso, pois se trata de uma modalidade antiga. Talvez o uso do carnê seja uma alternativa ao comprometimento do limite do cartão ou resultado da própria inadimplência”, ressalta o assessor econômico da Fecomércio AL.


Hortencio conclui que mesmo janeiro sendo um mês característico de aumento de consumo, dado a época de volta às aulas, em Maceió, o primeiro mês do ano registrou pontuações próximas das apresentadas nos últimos meses, com diminuição constante no número de endividados e melhora significativa no percentual de pessoas que podem pagar seus compromissos.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Em entrevista ao Fique Alerta, Calcinha Preta revela local de pocket show gratuito em Maceió Maceió recebe comitiva da Polícia Nacional da Colômbia para curso internacional Hemoal promove coleta externa de sangue na Igreja Adventista do Farol neste sábado Vigilância Sanitária interdita restaurante no Tabuleiro do Martins