Maceioense está menos endividado; diz pesquisa Fecomércio/CNC

Publicado em 18/12/2019, às 12h11
Divulgação -

Ascom Fecomércio

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pelo Instituto Fecomércio AL em parceria com a Confederação nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta que novembro apresentou queda no endividamento em Maceió. Foi o segundo mês consecutivo de refração. Na variação mensal, o nível geral caiu 0,95% e, agora, a quantidade de endividados na capital é de 194.381; são 1.847 a menos do que o registrado em outubro (196.228).

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Para o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Felippe Rocha, há outro fato positivo: “Não apenas o nível geral caiu, mas o número de endividados com contas em atraso e de inadimplentes também diminuiu”, ressalta, acrescentando que houve queda de 0,8% no volume de consumidores que estavam pagando suas contas com atraso (eram 85.625 e, agora, 84.940) e de 2,16% dos inadimplentes na capital (de 55.028 passou a 53.386). Em termos anuais, o endividamento geral, no mesmo período, está 1,07% menor. Contudo, o atraso de contas está 7,66% acima do que em novembro de 2018 e a inadimplência é 3,36% menor hoje do que no mesmo mês do ano anterior.

Redução também nas compras a prazo. Em novembro, ficaram 0,8% menor do que o registrado em outubro, o que explica em parte, segundo o economista, a redução do endividamento. A geração de emprego complementa a explicação. “Entre os meses de julho a outubro, houve saldo líquido de 609 postos de trabalho na capital e de 6.040 na microrregião (Rio Largo, Marechal Deodoro, Pilar e Satuba). A geração de empregos ajuda a reduzir dívidas e a utilizar menos os instrumentos de contração de dívidas, favorecendo o pagamento à vista”, avalia Felippe.

Em novembro, o uso do cartão de crédito correspondeu a 86,6% do motivo do endividamento. Como a pesquisa adota questionário de múltipla escolha, a soma percentual ultrapassa os 100%. Em segundo lugar, os carnês de loja aparecem com 12%, seguido por Outras Dívidas ou meios de obtenção de empréstimos, 4,9%.

Dos 84.940 consumidores que estão atrasando o pagamento das contas, 43,7% relataram que outros membros que vivem em sua residência passam pela mesma situação. Para 56,1%, apenas ele(a) têm dificuldade de quitar as dívidas até o vencimento. E, para os 53 mil que vivenciam a situação de inadimplência, apenas 4,1% informaram que terão possibilidade de paga integralmente a dívida, 11,5% pagarão parcialmente as contas e 63,4% permanecerão na situação.

Os consumidores com conta em atraso demoram, em média, 80,4 dias para horarem seus compromissos. Em termos gerais, englobando todos os endividados, o tempo médio que os consumidores mantêm suas dívidas é de 5,8 meses, com comprometimento médio de 29,5% da renda. “Sinal amarelo para os consumidores da capital, já que o limite adequado é de no máximo 30%. É preciso dobrar a cautela para evitar a inadimplência”, observa.

Pesquisa completa disponibilizada no site do Instituto Fecomércio AL.

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