Madrasta que jogou enteado de seis anos do 4º andar é condenada a 17 anos de prisão

Publicado em 25/02/2026, às 17h13
Madrasta que jogou enteado de seis anos do 4º andar é condenada a 17 anos de prisão - Divulgação / Ministério Público do Estado de Alagoas

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A Justiça de Alagoas condenou, nesta quarta-feira, 25, Adriana Ferreira da Silva a mais de 17 anos de prisão por tentativa de homicídio contra o próprio enteado, um menino que, à época do crime, tinha apenas seis anos de idade e foi arremessado do quarto andar do apartamento em que eles moravam, no bairro do Benedito Bentes, em Maceió. O crime ocorreu na madrugada de 23 de maio de 2022, e teve grande repercussão na capital alagoana.

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Após confessar à polícia ter jogado o enteado do 4º andar do prédio para se vingar do companheiro, Adriana Ferreira da Silva voltou atrás nesta quarta-feira, mais de três anos após o crime, e disse ao Tribunal do Júri que talvez tenha desmaiado na noite do ocorrido, de modo que não lembra com detalhes o que aconteceu naquele dia. Adriana sugeriu que o menino pode ter escorregado de seus braços após ela ter comido acarjé e não lavar as mãos.

O júri, no entanto, não aceitou o argumento. "O juiz entendeu que o crime foi premeditado, a ré agiu com frieza, o motivo do crime foi por vingança. Que a vítima teve a memória afetada, não lembrando exatamente o que aconteceu. Por tentativa de homicídio qualificado, a ré foi condenada a 17 anos, dois meses e sete dias de reclusão, em regime inicialmente fechado", informou a assessoria de comunicação do Ministério Público.

Ainda de acordo com o MP-AL, a sentença total era de 18 anos e 9 meses, mas foi subtraído o tempo em que Adriana ficou presa - um ano e seis meses.

O Ministério Público denunciou a ré por tentativa de homicídio qualificado, sustentando que a vítima não teve qualquer possibilidade de defesa, além de destacar a vulnerabilidade da criança. O julgamento do Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida, foi realizado no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, na capital alagoana.

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