'Mãe andava com pessoas erradas', diz avó de criança morta a tiros na Bahia

Publicado em 29/03/2019, às 09h52
Reprodução -

Com agências

Uma criança de nove anos foi morta a tiros na última quarta-feira (27), quando foi surpreendida dentro do carro ao sair da escola onde estudava em Camaçari, na Bahia. A menina, identificada como Bruna Cruz, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Além dela, Deivid Demétrios, namorado da mãe, também morreu. 

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Nessa quinta-feira (28), a avó paterna da menina, Lucinéia Reis da Cruz, fez um desabafo ao sair da Delegacia de Homícidios. Segundo ela, a mãe de Bruna “andava com pessoas erradas” e por isso perdoava o responsável pelo assassinato da neta. "Perdoo quem matou minha neta. Não queriam matar ela", disse.

Bruna e o padrasto de 19 anos foram cercados por um carro escuro ao saírem da escola onde a menina estudava. Foram disparados 13 tiros contra o carro, a maioria na direção do motorista. Deivid era quem estava no volante e a criança estava no banco traseiro.

A mãe da menina, identificada apenas como Jamile, e um cunhado, que não teve o nome revelado, também estavam no carro e fugiram. De acordo com a Polícia Civil, nenhum dos dois se apresentou até a noite da quinta. Eles acreditam que Jamile tenha sido atingida na perna.

A polícia também informou que todos os ocupantes do carro, com exceção da criança, tinham envolvimento com tráfico. Deivid ainda respondia por homicídios na cidade. 

A avó, no depoimento, relatou que há um mês tinha deixado sua casa em Feira de Santana para mudar-se para Camaçari, exclusivamente para cuidar da neta. Ela conta que tinha um bom relacionamento com a mãe da menina. 

“Sempre me dei bem com a minha nora, mas queria ficar mais perto de minha neta desde a morte do pai dela, meu filho”, contou. 

O pai de Bruna foi assassinado em dezembro do ano passado, durante um assalto também em Camaçari. O carro alvejado nessa quarta estava no nome dele.

Mãe da criança teria mentido

Lucinéia também comentou que ficou intrigada pouco antes do crime, quando ligou para Jamile para saber sobre a neta. Na ligação, ela teria mentido sobre onde estavam. “Ela me disse que estavam com a minha neta numa igreja, em Salvador. Enviou até a foto de uma igreja para mim. Era mentira dela”, lamentou.

Por conta da morte de Bruna, não houve aula no Centro Educacional Carpe Diem, no bairro de Inocop, onde a garota estudava. Funcionários relataram que a menina era muito querida por todos do colégio e ficaram chocados com a morte. 

A polícia informou que Deivid morreu no local e Bruna foi levada até o Hospital Geral de Camaçari, mas chegou já sem vida. O caso é investigado pela delegada Maria Teresa da delegacia de Homícidos da cidade. 

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