Mãe de 7 filhos abandona emprego para vender sorvete em São Paulo; renda surpreende

Publicado em 20/04/2026, às 08h44
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Sabe aquela história que parece simples, mas quando você vai vendo os detalhes, entende melhor como tudo aconteceu? É mais ou menos o caso da Monaliza Joyce Silva, de 34 anos, lá de Carapicuíba, em São Paulo. Mãe, ela abandonou o emprego para cuidar dos filhos e hoje fatura mais de R$ 6 mil por mês vendendo sorvete em casa.

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Ela trabalhava como operadora de máquina, no turno da noite, com carteira assinada. Só que a rotina começou a ficar difícil de sustentar, principalmente porque ela tem sete filhos, com idades entre 5 e 17 anos. A situação ficou ainda mais pesada durante a gravidez dos gêmeos, os mais novos.

Foi aí que ela decidiu investir R$ 86 e começou a fazer e vender sorvetes artesanais. Hoje, a renda extra passou a ser todo o faturamento da família. Ela venceu!

Ideia antiga

O curioso é que essa relação com sorvete não começou agora. Quando era criança, ela já acompanhava a avó fazendo versões bem simples, de milho e coco.

Com o tempo, aprendeu as receitas e já sabia fazer tudo ainda nova. Mas tinha uma ideia na cabeça de ir além desses sabores mais básicos.

“Eu já sabia fazer, porque era fácil. Mas queria criar outros sabores”, comentou em entrevista à PEGN. Mesmo assim, a vida adulta acabou levando para outro caminho por um tempo.

Rotina puxada

Antes de começar a empreender, a rotina era bem puxada. Trabalho à noite, longos períodos em pé e, em casa, a responsabilidade com os filhos.

Durante a gravidez dos gêmeos, o corpo começou a dar sinais de cansaço.

“Ficava muito cansada, com o pé inchado. Chegou uma hora que não dava mais”, contou.

Depois que os bebês nasceram, ela ainda tentou manter o emprego por alguns meses, mas a dificuldade de conciliar tudo pesou. Principalmente quando precisava levar as crianças ao médico ou resolver questões do dia a dia.

Foi aí que decidiu sair de vez.

Começo simples, dentro de casa

Antes dos sorvetes, ela já vendia doces e salgados de forma informal. Mas os gelados começaram a ganhar mais espaço depois que percebeu que as pessoas gostavam bastante, principalmente em encontros na própria casa.

No início, ainda tinha alguns problemas, como produtos derretendo ou falta de estrutura. Mesmo assim, resolveu organizar melhor a ideia.

Colocou uma placa no portão e passou a vender direto de casa. Com R$ 86, comprou as primeiras embalagens e bases para sabores como morango, maracujá e menta.

Primeiras vendas

Depois, decidiu entrar no iFood, em 2025. O primeiro pedido saiu três dias depois do cadastro.

Mas o começo não foi rápido. Nos primeiros meses, eram poucos pedidos por dia. Teve fase em que ficou até duas semanas sem vender nada.

No segundo mês, o faturamento foi de R$ 800.

Ajustes que fizeram diferença

A situação começou a mudar quando ela decidiu ajustar os preços e investir em aprendizado.

Fez um curso no Senai e passou a entender melhor a parte técnica, principalmente sobre textura e conservação dos sorvetes.

Também percebeu a necessidade de separar os alimentos da casa dos produtos vendidos, para evitar problemas de higiene.

Mais sabores, mais pedidos

Outro ponto importante foi aumentar as opções. No começo, eram poucos sabores, o que limitava a escolha dos clientes.

Quando começou a fazer versões com chocolate, percebeu que a saída era maior. Em pouco tempo, vendeu 55 potes.

A partir daí, foi ampliando o cardápio aos poucos, até chegar a mais de 20 opções.

Estrutura ajudou a crescer

Com o aumento das vendas, surgiu a necessidade de melhorar a estrutura. Um freezer horizontal, que ganhou com ajuda da família, fez diferença.

Isso permitiu produzir mais e organizar melhor os produtos.

Com cerca de quatro meses nos aplicativos, o faturamento mensal já estava em torno de R$ 3 mil.

Internet e novos canais

Depois, veio a parte da divulgação. Ela criou um perfil no Instagram e começou a mostrar o dia a dia da produção.

Também entrou na 99Food, o que ajudou a aumentar o alcance. Com os dois aplicativos funcionando, o faturamento dobrou.

Como está hoje

Hoje, a renda mensal gira em torno de R$ 6 mil. Os dias mais movimentados são de sexta a segunda.

O cardápio tem 23 opções, entre sorvetes de pote e picolés trufados. Os preços variam conforme o tipo e o aplicativo.

A produção conta com ajuda da família, principalmente dos filhos e do marido.

Agora, a ideia é ampliar ainda mais os sabores e, no futuro, abrir uma loja física. A projeção é fechar o ano com cerca de R$ 80 mil de faturamento.

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