Redação
Um laudo feito pelo Laboratório de Sistemas de Separação e Otimização de Processos, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), aponta que as manchas de óleo encontradas em um trecho de praia do Litoral Norte de Maceió, entre Riacho Doce e Guaxuma, apresentam características compatíveis com petróleo. O resultado da análise foi divulgado nesta sexta-feira (2).
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Segundo a avaliação técnica, as amostras apresentaram características de petróleo já degradado e intemperizado, compatíveis com óleo bruto que foi exposto ao meio ambiente. O resultado é uma substância com aspecto pastoso, denso e asfáltico, frequentemente encontrada na forma de "bolotas de piche" ou crostas escuras nas praias.
Ainda de acordo com o laudo, o material teria passado por processos naturais de alteração após permanecer exposto às condições ambientais como evaporação, dissolução, ação da luz solar, marés, contato com sedimento e biodegradação por micro-organismos.
Apesar dos sinais de degradação identificados na amostra, o laudo alerta que o material não deve ser considerado inofensivo. Segundo a análise, o processo de intemperismo pode reduzir a presença de compostos mais leves e voláteis, mas não elimina necessariamente os componentes mais persistentes do petróleo, que podem permanecer no ambiente e representar risco ambiental.
A origem dos fragmentos de petróleo, no entanto, ainda é desconhecida.
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