Médicos estipulam data para realização do primeiro transplante de cabeça

Publicado em 16/09/2015, às 21h02
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Redação

Italiano Sergio Canavero irá trabalhar na China para viabilizar transplante em 2017 (Crédito: Reuters)

O procedimento é bastante polêmico, mas deverá realmente acontecer. O primeiro transplante de cabeça da história da humanidade está prestes a sair do papel e já tem paciente, local e data definidos. 


Líder da pesquisa que leva ao transplante, o médico italiano Sergio Canavero irá trabalhar na China, ao lado do chinês Ren Xiaoping. Juntos, eles realizarão em 2017 o transplante de cabeça do russo Valery Spiridonov.


“Temos esse objetivo, muitos meios de comunicação estão dizendo que nós definitivamente vamos realizar a cirurgia em 2017, mas é bom frisar que isso só vai acontecer se todos os passos correrem bem”, afirmou Xiaoping em entrevista.


Se o chinês está cético em relação ao procedimento, o médico italiano se mostra mais animado. Para Canavero, idealizador da arriscada cirurgia, 2017 será a data e a Harbin Medical University, na China, o palco para uma das mais inovadoras cirurgias da história.


Vítima de atrofia muscular espinhal, doença degenerativa e sem cura, Spiridonov aceitou de maneira voluntária ser o paciente operado. O plano é separar sua cabeça de seu corpo e implantá-la em outro corpo, sendo esse saudável e vindo de um doador que tenha tido uma morte cerebral.


“As chances do procedimento funcionar e tudo acabar bem são de 90%, mas é claro que existe um risco marginal e eu não posso negá-lo. Nosso voluntário é um homem corajoso, em uma condição horrível. Vocês precisam compreendê-lo. Para ele, a medicina ocidental falhou, não tem nada a oferecer”, explica Canavero.


A explicação do italiano tem uma razão bem explícita: a questão ética. Por ser arriscada e nunca ter sido realizada, a cirurgia é criticada por boa parte da comunidade médica. O próprio médico chinês, mesmo topando participar, impôs condições éticas como a não divulgação da origem do corpo. Superadas essas questões, os médicos deverão partir para o lado mais complicado da situação: o físico.

A expectativa é que, após o transplante, o paciente passe meses em coma e demore até mais de um ano para voltar a andar. Segundo Canavero, o procedimento cirúrgico duraria muitas horas e teria que ser realizado por uma equipe com dezenas de médicos.



Fonte: Yahoo


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