Medo de ter o celular roubado? Veja ferramentas para proteger seus dados

Publicado em 10/07/2026, às 11h20
- Magnific

Gabriela Cecchin/Folhapress

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O roubo de celulares virou uma importante porta de entrada para fraudes financeiras. Com o aparelho em mãos especialmente quando ele é levado desbloqueado, criminosos podem acessar aplicativos bancários, recuperar senhas, assumir contas e usar dados pessoais para abrir empresas em nome da vítima.

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"Você tem que se preparar antes do roubo. Não adianta você tentar chorar o leite derramado depois", afirma Fabio Assolini, diretor da equipe de pesquisa da Kaspersky para a América Latina. Existem algumas ferramentas para proteger informações sensíveis, como o Celular Seguro e o Registrato.

Veja abaixo quais recursos podem ser ativados e quais cuidados ajudam a reduzir os riscos.

CELULAR SEGURO

O Celular Seguro, do governo federal, permite emitir um alerta para bancos e operadoras em caso de perda do aparelho. A partir desse aviso, é possível bloquear serviços vinculados ao celular.

O usuário ainda pode indicar pessoas de confiança para emitir o alerta caso não consiga acessar a plataforma.

"Na prática, o Celular Seguro ajuda a proteger a vítima diminuindo a janela de tempo em que os criminosos podem acessar contas, receber SMS de verificação de login, autorizar transações ou reutilizar o aparelho", diz Jonathan Ramos, pesquisador de segurança da Eset Brasil.

Já Fabio Assolini afirma que a ferramenta é útil, mas que sua eficácia depende da proteção da conta Gov.br. Segundo ele, é importante utilizar uma senha forte e exclusiva para a conta, além de ativar a autenticação em duas etapas.

Como ativar

BC PROTEGE+

Outra ferramenta gratuita é o BC Protege+, lançado pelo Banco Central. O serviço permite que o cidadão informe ao sistema financeiro que não autoriza a abertura de novas contas bancárias em seu nome. Quando a proteção está ativada, as instituições financeiras precisam consultar essa informação antes de abrir uma conta.

"O objetivo é dificultar fraudes com uso de identidades falsas, documentos vazados, ou, a utilização indevida mesmo de CPF e até de CNPJ por criminosos", diz Alexandre Bonatti, vice-presidente de engenharia da Fortinet Brasil.

Assolini, da Kaspersky, lembra que o usuário deve desativar temporariamente a proteção caso queira abrir uma nova conta ou solicitar um cartão de crédito.

Como ativar

REGISTRATO

O Registrato, também do Banco Central, permite consultar gratuitamente informações ligadas ao CPF, como contas bancárias abertas, empréstimos, cartões e chaves Pix.

Fabio Assolini afirma que a plataforma pode ajudar a identificar fraudes que já ocorreram e diz que descobriu, por meio dela, um cartão de crédito emitido indevidamente em nome de sua esposa. Segundo ele, a principal limitação é que os dados costumam ser atualizados mensalmente, sem alertas em tempo real.

Como acessar

REDESIM

Outra ferramenta gratuita citada por Assolini é o bloqueio para abertura de empresas na RedeSim. Segundo ele, o serviço impede que criminosos utilizem dados pessoais para registrar um CNPJ em nome da vítima, um golpe que pode gerar cobranças e dívidas indevidas.

Como ativar

BUSCAR (IPHONE) E ENCONTRE MEU DISPOSITIVO (ANDROID)

Os próprios sistemas operacionais oferecem ferramentas para localizar um celular perdido ou roubado, bloquear o aparelho à distância e, se necessário, apagar todos os dados armazenados.

Como usar no iPhone

Como usar no Android

BLOQUEIO CAUTELAR DO PIX

O bloqueio cautelar do Pix é um mecanismo usado pelos bancos quando identificam indícios de fraude. Nesse caso, o valor recebido pode ficar retido por até 72 horas para análise antes de ser movimentado.

Segundo Jonathan Ramos, da Eset, o mecanismo ajuda a reduzir prejuízos ao impedir que o dinheiro seja rapidamente transferido para outras contas.

Já Bonatti, da Fortinet, afirma que, em situações de golpe, o usuário deve sempre procurar os canais oficiais do banco e evitar seguir orientações de terceiros.

OUTRAS DICAS PARA REDUZIR O RISCO DE GOLPES

"A segurança digital hoje depende de tecnologia, mas depende na mesma proporção de comportamento. Grande parte dos golpes atuais explora a distração, a pressa e a confiança excessiva dos usuários", diz Alexandre Bonatti, da Fortinet.

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