O Globo
Um simples passeio em família se tornou motivo de ida à emergência. Uma menina de 12 anos sofreu com o nariz sangrando após beber água de um riacho. O que a família não esperava era receber a notícia que o motivo para o sangramento era uma sanguessuga de 8 centímetros alojada na garganta da adolescente.
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O caso ocorreu em Herat, no Afeganistão. A família havia feito um piquenique próximo a um riacho e nos dias seguintes, a menina sentiu uma leve irritação na garganta. Durante o período de uma semana os sintomas pioraram, e ela passou a ter dificuldade para engolir, sangramentos nasais frequentes e tosse.
Quando foi levada ao hospital e atendida pelos médicos, a equipe descobriu uma sanguessuga escura e viva, presa à garganta. A partir disso, descobriu-se que ela bebeu água não tratada diretamente do riacho enquanto estava deitada de bruços, com a boca na superfície da água.
Então, o animal foi removido com o uso de uma pinça médica. Um exame posterior indicou que não ficaram fragmentos restantes ou sangramento ativo no local onde a sanguessuga estava fixada. Por outro lado, foi necessário realizar um tratamento com a ingestão de ferro, pois a menina apresentou uma leve anemia.
O relato foi publicado por médicos na revista científica Clinical Case Reports por médicos da Universidade de Herat e da Universidade Jami.
"As crianças são particularmente vulneráveis porque são mais propensas a ingerir água contaminada e porque o menor diâmetro das vias aéreas aumenta o risco de obstrução e perda sanguínea clinicamente significativa", escreveram os autores.
Segundo o trabalho, a saliva da sanguessuga contém substâncias anticoagulantes e dilatadoras dos vasos sanguíneos, incluindo a hirudina, que pode manter o sangramento mesmo em um pequeno ponto de fixação.
Os médicos alertaram que efeito anticoagulante, combinado com a possibilidade de uma sanguessuga se estender até as vias aéreas, pode levar a sangramento persistente e anemia clinicamente importante.
Outros casos similares relatados
Uma sanguessuga de 11 centímetros foi removida da orofaringe — a parte intermediária da garganta situada logo atrás da boca — de uma menina de 5 anos no ano passado. O processo foi realizado após causar anemia grave o suficiente para levar à insuficiência cardíaca. Além da remoção, foram necessárias transfusões de sangue.
Outros casos relatados na literatura descrevem a retirada de um animal da mesma espécie, desta vez medindo 2,5 centímetros, da garganta de um bebê de 6 meses na Etiópia. Assim como de uma menina de 7 anos que foi inicialmente tratada para faringite bacteriana antes de uma sanguessuga de 3 cm, engolida com água de uma nascente, ser encontrada em sua garganta.
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