Menino de 3 anos morre atropelado por trem no metrô de SP após se perder da família

Publicado em 27/12/2018, às 23h06
Marcos Martinez Sanchez/iStock -

Folhapress

Um menino de 3 anos morreu atropelado no domingo (23) por um trem da linha 1-azul do metrô, entre as estações Santa Cruz e Praça da Árvore, na zona sul de São Paulo.

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A Polícia Civil ainda analisa imagens de câmeras de segurança e investiga como a criança foi parar nos trilhos.

O garoto Luan Silva Oliveira estava acompanhado da mãe, a dona de casa Lineia Oliveira Silva, 25, do sogro dela, de uma irmã e do padrasto.

Moradora do bairro dos Pimentas, em Guarulhos (Grande SP), a família pretendia passar o domingo na praia, em Santos (72 km de SP), e tomaria um ônibus no Jabaquara (zona sul).

Na estação Santa Cruz, pouco antes de a porta se fechar, segundo a família, o garoto correu para fora do trem e acabou sozinho na plataforma.

"Quando esvaziou o vagão, fui mudar de lugar e ele passou pela porta. Não deu tempo de impedir. Ele era uma criança muito agitada, não parava quieto", diz a mãe.

A dona de casa afirma que ainda viu o filho gritando "mamãe, mamãe", enquanto a composição deixava a plataforma. "Eu passei mal e caí. Todo mundo se desesperou", afirma Lineia.

A suspeita dela é de que Luan tenha corrido direto para o túnel por onde o trem foi embora. "Como ele viu o trem partindo comigo, ele deve ter pensado 'a minha mãe foi para esse lugar', e foi atrás", diz Lineia.

Ao chegar na Praça da Árvore, a família tomou o trem no sentido contrário até a estação Santa Cruz e procurou ajuda com funcionários do Metrô. O garoto foi encontrado nos trilhos, ainda com vida, a 200 metros da plataforma, no túnel em direção à Praça da Árvore.

A dona de casa diz que, nesta quinta (27), descobriu que está grávida. "Esse que está vindo não vai substituir meu filho. Eu era muito apegada a ele."

O pai da criança, o pedreiro Adeilton Bispo Oliveira, 32, visitava a família na Bahia no dia do acidente e não conseguiu chegar a tempo do velório de Luan. "Ninguém me deu uma explicação até agora. Queria entender o porquê na hora não tinha segurança ou alguém para ajudar o meu filho", diz.

O Metrô, sob gestão Márcio França (PSB), diz que colabora com as investigações, fornecendo imagens e informações à polícia. Diz também que, assim que localizada, a criança foi levada por seguranças para um hospital.

A companhia afirma que está prestando o apoio necessário à família. O Metrô também afirma que não abriu mão da instalação das 88 fachadas de portas de plataforma nas estações sob sua responsabilidade e que até fevereiro será anunciada a vencedora da licitação que está em andamento.

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