Mesmo com calote zero, ganho dos bancos corresponderia a mais da metade do atual

Publicado em 12/06/2018, às 10h03

Redação

Mesmo se não houvesse inadimplência, o cliente ainda arcaria com um spread (diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos e o que cobram na ponta) correspondente a mais da metade do atual.

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Dados do BC divulgados nesta terça-feira (12) mostram que, se o calote fosse magicamente zerado no Brasil, o spread do ICC (Indicador de Custo do Crédito) se reduziria de 12,7 pontos percentuais para 7,7 pontos percentuais, ou seja, uma diferença de 5 pontos percentuais.

Se o exercício feito fosse zerar as despesas administrativos ou o lucro dos bancos, a queda dentro do spread seria menor, de 3,6 pontos percentuais.  

Em outras palavras, mudanças no patamar de calotes dos clientes são o fator que mais mexem com o spread.

A inadimplência representou, em 2017, 38,27% do spread, uma leve queda em relação aos dados de 2016. 

As despesas administrativas, único componente que ganhou participação dentro do spread em relação ao ano retrasado, teve uma fatia de 25,55%, o pagamento de impostos, de 22,13%, e a margem de lucro, de 14,04%.

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